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Cotidiano
12/03/2008 - 15h41

Repatriação de espanhóis pode ser "indignação de policiais", diz diretor do Itamaraty

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O diretor do Departamento de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, Eduardo Gradilone, disse nesta quarta-feira que as autoridades migratórias brasileiras ainda não estão utilizando uma política de reciprocidade em relação a turistas que vêm ao Brasil.

Gradilone admitiu que possa ter havido um endurecimento nas regras por conta da indignação dos policiais federais em relação ao tratamento dos brasileiros nos aeroportos espanhóis, mas explicou que a reciprocidade implicaria na adoção das mesmas exigências feitas no país europeu, como exigências de cartas convite e de seguro de viagem no valor de US$ 30 mil (R$ 50.490) e uma determinada quantia em euros.

"Por enquanto, o que está se procurando fazer é aplicar as leis brasileiras. Não estamos ainda aplicando a reciprocidade, isso dependerá do comportamento das autoridades migratórias espanholas daqui para frente", declarou Gradilone.

O diretor disse ainda que o governo brasileiro poderá ajudar a estudante de física da USP (Universidade de São Paulo) Patrícia Camargo Magalhães, que foi barrada na Espanha em fevereiro. Magalhães entrou com um recurso administrativo no consulado espanhol de São Paulo exigindo a remoção de seu passaporte e dos arquivos da União Européia do registro de sua repatriação.

"Se houver alguma forma de auxiliá-la para retirar uma marca que foi colocada contra nossa vontade, nós iremos fazer. O apoio ela terá de qualquer forma, da maneira mais adequada", disse Grandione. O diretor, Gradione e a estudante participaram hoje de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Magalhães contou aos deputados sobre sua repatriação e explicou que mesmo com documentos provando que ela iria para um congresso científico em Portugal, os espanhóis a mantiveram em uma sala por três dias e a mandaram de volta para o Brasil. "O pior é o terrorismo psicológico de nunca saber o que vai acontecer. Você tem certeza de que está preso e se sente totalmente humilhada, privada de seus direitos".

Grandione admitiu que a demanda de ajuda a brasileiros na Europa é muito grande nos consulados e embaixadas brasileiros na Europa. Ele disse que o Itamaraty estuda mudanças nos procedimentos para atendê-los, entre elas a criação de um central de atendimento telefônico no Brasil destinada a receber as ligações dos brasileiros no exterior.

Segundo o diretor, a embaixada e os consulados chegam a receber até 150 ligações por dia e muitas delas não são atendidas por falta de pessoal. "Mesmo que o consulado fosse superdimensionado, não daria conta da demanda. O número normal [de brasileiros com residência fixa no exterior] que procuram os consulados já é muito grande."

Mal-estar

Terça-feira (11), oito espanhóis foram barrados ao tentarem desembarcar no aeroporto Tom Jobim, no Rio. No domingo (9), o espanhol Raul Anchel Dominguez, 28, foi impedido de entrar no Brasil pelo Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Federal, Anchel não tinha passagem de volta.

A ausência de passagem de volta para os seus países de origem também havia provocado a repatriação de um italiano e de cinco espanhóis que desembarcaram no aeroporto internacional de Salvador (BA), na noite de sábado (8), segundo a Polícia Federal.

Todos os casos ocorreram depois que dois jovens mestrandos brasileiros que participariam de um congresso de ciências sociais em Lisboa (Portugal) ficaram retidos no aeroporto de Madri (Espanha), onde o vôo --da Iberia-- fazia uma escala. O caso teve repercussão devido ao tratamento que eles dizem ter recebido no aeroporto --teriam ficado horas impedidos de se alimentar ou telefonar.

Comentários dos leitores
Jucy santos (1) 02/07/2009 22h43
Jucy santos (1) 02/07/2009 22h43
devemos erguer nossa cabeça e lutar como cidadões dignos..Fui para Bélgica em maio/2009 e infelizmente fiz escala em Madri..é absurdo a forma como eles tratam brasileiros e quem diz que não é preconceito é porque nunca foi barrado por eles , é nitido a indiferença e o pouco caso.
carimbaram meu passaporte e me deram uma carta que alega que fui remetida por faltar documentos que justifiquem minha estadia e motivos, porém esta parte não é preenchida e voltei humilhada, rejeitada, e com dinheiro jogado fora. Pior é que eles te enfiam no primeiro voo que sai, se vc mora no rio de janeiro e tem um voo para recife eles te pôe la sem importa com suas condições fisicas psicológicas ( ja que é uma tortura o que passei) e nem financeiras..somos cidadões honesto e não bandidos, bandidos de colarinho branco tem passagem livre..vamos acordar e deixar a ESpanha falir no que se diz respeito a turismo..escolham outros lugares; tem lugares magnificos na Europa, vamos mostrar a eles que não dependemos deles para nada, se possivel escolha outro país para fazer escala..eu tô fora, vou morar na europa, mas ESpanha ..nunca mais!!!
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regiane fernandes (1) 04/04/2009 19h35
regiane fernandes (1) 04/04/2009 19h35
ola fico muito chatiada com a maneira q somos tratados fora e dentro do brasil,fui inadimitida na frança e sofri uma pressao piscologica muito grande cinceramente fui humilhada e vejo q isto acontece com muitos e nossos representantes nao fazem nada p mudar esta ma fama q a sobre os brasileiros,e mulher jovem agora ja nao pode mas viajar sozinha q e vista como prostituta,isto nao esta certo temos q mudar isto manifestar pois infelizmente so somos ouvidos pelo grito,foi q senti vontade de faz na frança gritar mas como ne si nem banheiro podiamos usar,nao tinhamos direito a telefonar p ninguem foi absordo a abordagem desta gente q pensa q esta acima do bem e do mal.. 7 opiniões
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M Mig (1641) 24/09/2008 19h19
M Mig (1641) 24/09/2008 19h19
Srs.
Com o presidente que temos, alguem espera respeito de algum pais culturalmente evoluido??
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