Cotidiano
12/03/2008 - 21h40

PR confirma 2 casos de febre amarela; Estado não registrava doença desde 1966

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JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina

A Secretaria da Saúde do Paraná confirmou nesta quarta-feira dois casos de febre amarela autóctones (contraídos no próprio Estado). Uma pessoa morreu.

É o primeiro registro de um caso (e morte) em razão da doença no Paraná desde 1966. Naquele ano, foram 32 mortes, segundo o governo.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Martin, os dois pacientes --que contraíram a forma silvestre da doença-- foram infectados em Laranjal (423 km de Curitiba).

Um homem, de 35 anos, morreu no último dia 29 de fevereiro. O outro, de 27 anos, está internado em Ivaiporã (392 km da capital) e não corre risco de morte. Os dois infectados eram irmãos e trabalhavam na zona rural de Laranjal na exploração da atividade madeireira.

Neste ano, já haviam sido registrados outros dois casos no Estado --mas ambos eram importados. Em 8 de janeiro, um bancário aposentado morreu em Maringá (428 km de Curitiba), mas ele havia sido infectado em Caldas Novas (GO).

Com as novas confirmações, já é possível afirmar que há circulação do vírus no Estado. "Essa nova situação exige mudanças na rotina das ações desenvolvidas pela secretaria", disse Martin. A partir de segunda, o órgão deverá iniciar uma vacinação casa a casa em toda a área rural de 157 municípios, considerados área de risco para febre amarela silvestre.

A vacinação já começou em Laranjal, onde foram confirmados os dois casos. No município, 84,7% dos 7,4 mil habitantes vivem na zona rural. Além da zona de risco, outros 127 municípios, dos 399 que o Paraná possui, foram enquadrados em áreas de transição da doença. O governo do Paraná quer atingir 100% de vacinação da população indígena que vive na área de risco.

A distribuição dos municípios considerados área de risco é ampla no Paraná, atingindo as regiões oeste, centro, centro-sul, sudoeste e noroeste.

A população urbana dos municípios serão atendidas nos postos de saúde. Segundo Martin, a vacinação na chamada área de risco, que abrange as regionais de Irati, União da Vitória (centro-sul), Francisco Beltrão, Pato Branco (sudoeste), Foz do Iguaçu, Toledo, Cascavel (oeste), Campo Mourão (centro-noroeste) e Ivaiporã (centro) será massiva e deverá se estender até 4 de abril.

Nos municípios considerados áreas de transição, a vacinação será realizada até 25 de abril. Nessas regiões, a maioria da população já é vacinada contra febre amarela. A vacina imuniza por dez anos.

Segundo a Secretaria de Saúde do Paraná, não haverá problemas com a falta de vacina. Martin disse que apesar da confirmação de dois casos autóctones, não há motivo para a população se preocupar, já que todas as medidas preventivas foram tomadas.

Com DIMITRI DO VALLE, da Agência Folha, em Curitiba

Comentários dos leitores
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Pedro Nunes (72) 09/05/2009 09h23
Agradeço aos comentários da Sra. Tatiana Amaral e do Sr. Odair Martins, extremamente esclarecedores, suas experiências com o assunto realmente ajudam a posicionar as pessoas interessadas neste assunto, quanto a responsabilizar a imprensa, objeto da maioria dos outros comentários, me perdoem, mas, é exatamente este um dos maiores problemas da educação do Brasil de hoje, interpretação de textos, alías, muito bem observado no comentário do Sr. Jason Macedo de Oliveira. sem opinião
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Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
Roberto Locatelli (19) 09/05/2009 05h30
De um lado, o governo do Estado é incompetente.
Do outro, uma mídia terrorista que faz pessoas irem se vacinar sem consultar um médico antes. Essa vacina tem várias contra-indicações. Resultado: dois mortos - até agora.
sem opinião
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Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
Luís da Velosa (669) 12/01/2009 18h50
É inacreditável. Como é que um Estado como São Paulo permite a proliferação de uma doença que deveria ser erradicada há dezenas de anos. 24 opiniões
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