Protesto faz prefeitura adotar medida contra atropelamento
da Folha de S.Paulo
Depois de um violento protesto de moradores da favela Paraisópolis (zona sul) contra uma série de atropelamentos, a Prefeitura de São Paulo anunciou ontem a implantação de melhorias no trânsito da avenida Flávio Américo Maurano, principal alvo das reclamações.
O protesto começou por volta das 19h de anteontem após a estudante Maria Cristina Aparecida da Silva, 9, ser atropelada por uma motocicleta. "Eu pensei que a moto estivesse parada", afirmou a criança, com ferimentos nas duas pernas.
Depois que a menina foi socorrida, os moradores fecharam a avenida com pneus em chamas, apedrejaram veículos e incendiaram o carro de um morador. A avenida só foi liberada na madrugada de ontem com a intervenção da PM. Não houve registro de feridos.
Segundo o presidente da associação de moradores, Gilson Rodrigues, 23, a prefeitura prometeu para hoje o início da implantação de lombadas física e eletrônica. "Infelizmente, precisou acontecer tudo isso para que algo fosse feito."
De acordo com moradores, só neste ano foram mais de dez atropelamentos na via. O mais grave ocorreu na segunda-feira quando avó e neta morreram após serem atropeladas.
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