Em passeio de ônibus por SP, Kassab testa bilhete único "Amigão"
MARINA NOVAES
Colaboração para a Folha Online
Após a inauguração da Praça Mario Zan, no Ipiranga (zona sul de São Paulo), neste domingo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes, pegaram um ônibus com destino à zona oeste para testar a adequação das linhas ao bilhete único "Amigão", que será lançado na próxima sexta-feira (21) na cidade.
Com o "Amigão", nome temporário dado ao projeto, aos domingos e feriados, os usuários do transporte público poderão fazer até quatro viagens pagando o valor de uma passagem, R$ 2,30, em um período de oito horas. "Isso irá beneficiar a família paulista, propiciando opções de lazer por um valor acessível", defendeu Kassab, em entrevista concedida dentro da linha 477-P. Durante os dias da semana, o bilhete único vale por duas horas.
Para usufruir do benefício, é necessário que o bilhete único tenha sido pré-carregado com quatro passagens, o que equivale a R$ 9,20. Usuários de vale transporte, do cartão de estudantes, e passageiros com o bilhete descarregado que pagarem na catraca por apenas um crédito não terão direito às integrações.
Segundo o secretário dos Transportes, a condição é uma medida para combater as fraudes no sistema que, segundo ele, geram um prejuízo de até R$ 100 milhões anuais aos cofres públicos.
De acordo com Moraes, o período de oito horas foi escolhido com base nos hábitos dominicais das famílias paulistanas.
Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Transportes constatou que, em um domingo comum, as famílias costumam seguir a seguinte rotina: almoçar na casa da sogra, assistir a um jogo de futebol no estádio, voltar para a sogra e ir embora para casa. "E é um passeio que dura, em média, de seis a oito horas", avaliou Kassab.
Bilhetes descarregados
A partir do dia 29 de março, os passageiros que tiverem com seus bilhetes descarregados e realizarem a recarga no valor de apenas uma passagem na catraca não terão mais direito à integração.
Segundo Moraes, a mudança é mais uma estratégia antifraude da secretaria. "Hoje, grupos organizados chegam com um bilhete descarregado ao ônibus, pagam apenas uma passagem [R$ 2,30], e repassam para outras três pessoas viajarem gratuitamente. Com a mudança, esperamos inibir esta ação", explicou.
Para continuar utilizando o benefício, é preciso que o usuário esteja com o cartão previamente carregado.
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