Polícia prende suspeito de furtar carnes nobres com ficha criminal de 13 metros
da Folha Online
A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem que tentava furtar carnes nobres em um hipermercado da zona leste de São Paulo. Na delegacia, ele confessou que aliciava mendigos e andarilhos para trocar reais por dólares em casas de câmbio, afirmam os policiais. O suspeito tem uma ficha criminal de cerca de 13 metros de comprimento com mais de 20 tipos de crimes diferentes.
De acordo com o delegado Arthur Frederico Moreira, titular do 41º Distrito Policial (Vila Rica), Valmir Alves da Silva, 37, foi flagrado no domingo (16) pelas câmeras do estabelecimento furtando carnes como picanha, filé mignon e maminha. Ele vestia terno e gravata durante o furto e colocava as carnes dentro de uma mochila.
Silva foi encaminhado para a delegacia e os policiais encontraram em seus bolsos documentos de identidade de ao menos outras 15 pessoas. Segundo o delegado, o suspeito afirmou que aliciava moradores de rua para trocarem dinheiro em casas de câmbio. A média era de US$ 5.000 por pessoa aliciada.
"A ficha [de antecedentes criminais] dele tem de tudo. Seqüestro, furto, roubo, formação de quadrilha, tráfico de drogas. Ele pode ser envolvido na máfia dos nigerianos [de tráfico de drogas]", afirmou o delegado.
Segundo Moreira, o suspeito dormia cada noite em um albergue da região central da cidade para poder aliciar os mendigos. Para cada um deles era dado em média R$ 10 mil. Por cada pessoa aliciada, Silva ganhava entre R$ 20 e R$ 30. Ele conseguia aliciar em média dez pessoas diariamente, segundo o delegado. Já os aliciados ganhavam de R$ 15 a R$ 30.
Silva usava essas pessoas porque não podia fornecer seus dados nas casas de cambio porque era procurado pela Justiça. A polícia vai apurar em quais casas de câmbio os aliciados conseguiam trocar o dinheiro.
"Queremos saber é como essas pessoas entravam malvestidas em hotéis e casas de câmbio", disse o delegado.
Moreira indiciou o suspeito por lavagem de dinheiro. O suspeito também é fugitivo de uma penitenciária em Franco da Rocha (Grande São Paulo). Ele foi condenado a 14 anos de prisão por roubos e furtos, segundo o delegado.
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