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Cotidiano
21/03/2008 - 13h07

Epidemia congestiona serviço Teledengue no Rio

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da Folha Online

A explosão do número de casos de dengue no Rio congestionou o Teledengue, serviço telefônico da prefeitura que orienta a população sobre a doença. Apenas em 2008, 47 pessoas morreram por causa da doença.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o serviço atendia em média 700 pessoas em cada turno de seis horas de atendimento, mas anteontem houve pico de até 7.000 ligações em espera.

Ontem e hoje, o número de atendimentos permaneceu alto, mas não há balanço. Ainda de acordo com a secretaria, os atendentes não dão conta de todas as chamadas, mas o serviço está sendo expandido.

A maioria dos telefonemas pede orientação sobre sintomas e transmissão da dengue, além de orientação sobre quais unidades de saúde procurar. No hospital Lourenço Jorge, na Barra (zona oeste), 300 pessoas procuraram atendimento na quinta-feira (20).

Ontem, pela primeira vez, o secretário estadual da Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, admitiu que o Estado passa por uma epidemia da doença e pediu desculpas pelas filas nos hospitais. Apenas em 2008, o Estado teve 47 mortes causadas pela doença, 29 delas na capital do Estado.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão culpou César Maia pela explosão no número de casos depois de ser cobrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota, o ministério afirmou que o aumento de casos foi gerado pela falta de investimentos no PSF (Programa Saúde da Família).

Maia reagiu às acusações e acusou o ministério de esconder mortes. "O que ele [Temporão] deveria fazer é ir ao hospital federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá [zona oeste], onde está concentrada grande parte dos óbitos e perguntar o que acontece lá (...). E explicar por que o Ministério da Saúde omitiu, escondeu os óbitos infantis ocorridos em 2007 no Piauí e no Maranhão, que só agora foram informados por técnicos do ministério", escreveu o prefeito.

 

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