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Cotidiano
22/03/2008 - 08h52

Nos EUA, ministro promete hospitais militares contra dengue no Rio

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da Folha Online

As Forças Armadas afirmam ter um plano pronto para entrar em ação imediatamente no combate à epidemia de dengue no Rio de Janeiro e no atendimento às vítimas da doença, revela reportagem da Folha de S.Paulo (íntegra para assinantes do UOL e do jornal) publicada neste sábado.

Saiba mais sobre a transmissão e os sintomas da dengue

A confirmação da participação do Exército nas ações contra a doença veio do próprio ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Washington (EUA). "Não há dúvida de que vamos ajudar", disse.

Kevin Wolf/AP
O secretário americano Robert Gates e Jobim, que anunciou participação do Exército no combate à dengue (esq.)
O secretário americano Robert Gates e Jobim, que anunciou participação do Exército no combate à dengue (esq.)

Segundo a reportagem, os hospitais das três Forças já estão com todas as vagas ocupadas, mas hospitais de campanha do Exército, da Marinha e da Aeronáutica devem ser instalados no Estado.

Desde o começo de 2008, a cidade do Rio de Janeiro teve 23.555 casos confirmados de dengue, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. O número corresponde a uma média de 294,4 novos casos por dia. Só entre quarta-feira (19) e quinta (20), os exames confirmaram 2.053 casos da doença entre moradores da capital --alguns tinham sido notificados nos meses de janeiro e fevereiro.

Ontem a administração municipal confirmou a morte de 30ª vítima da epidemia na cidade --uma menina de 14 anos que morava na praça Seca, na zona oeste da cidade. Em todo o Estado, são 48 mortes --o número é quase metade do registrado em 2002, quando o Estado enfrentou uma das maiores epidemias de dengue dos últimos anos, com 91 mortes, sendo 64 na capital. O secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, já admitiu que o Estado do Rio vive uma epidemia.

Demissões

O sindicato dos agentes comunitários de saúde do Rio acusou a prefeitura da capital de ter demitido sete pessoas que trabalhavam no combate ao mosquito da dengue na zona oeste, a mais afetada pela doença, em nome do Programa de Saúde da Família. O sindicato diz que as demissões foram provocadas por protestos feitos contra as condições de trabalho dos agentes.

O prefeito Cesar Maia (DEM) diz que a acusação é 'mentira'. Segundo ele, os demitidos são do programa Guardiães do Rio e têm bolsa de estudos que não foram renovadas por eles 'não trabalharem certo'.

Linhas congestionadas

Com a epidemia de dengue, o serviço telefônico da prefeitura que orienta a população sobre a doença, o Teledengue, ficou congestionado. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o serviço atendia em média 700 pessoas em cada turno de seis horas de atendimento, mas durante esta semana houve picos de houve pico de até 7.000 ligações em espera.

As perguntas mais freqüentes são sobre quais unidades de saúde procurar e sobre sintomas e transmissão da doença.

 

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