Explosão em casos de dengue faz HemoRio pedir doações
da Folha Online
O HemoRio (Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti), do Rio, pede doações de sangue à população. O governo no Rio admitiu que há uma epidemia de dengue no Estado.
De acordo com a diretora-geral, Clarisse Lobo, por causa da explosão no número de casos de dengue no Estado, em especial de dengue hemorrágica, "aumentou consideravelmente a necessidade de doadores de sangue". "Estamos atendendo a uma demanda 50% maior."
Segundo Lobo, em média, o hemocentro e os hospitais conveniados recebem 400 doadores por dia, mas o número "precisa dobrar". Confira quais são os impedimentos para doar sangue.
Saiba mais sobre a transmissão e sintomas da dengue.
Balanço
Desde o começo de 2008, a cidade do Rio de Janeiro teve 23.555 casos confirmados de dengue, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. O número corresponde a uma média de 294,4 novos casos por dia. Só entre quarta-feira (19) e quinta (20), os exames confirmaram 2.053 casos da doença entre moradores da capital --alguns tinham sido notificados nos meses de janeiro e fevereiro.
Ontem a administração municipal confirmou a morte de 30ª vítima da epidemia na cidade --uma menina de 14 anos que morava na praça Seca, na zona oeste da cidade. Em todo o Estado, são 48 mortes --o número é quase metade do registrado em 2002, quando o Estado enfrentou uma das maiores epidemias de dengue dos últimos anos, com 91 mortes, sendo 64 na capital. O secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, já admitiu que o Estado do Rio vive uma epidemia.
Segundo publicou a Folha neste sábado, as Forças Armadas afirmam ter um plano pronto para entrar em ação imediatamente no combate à epidemia de dengue no Rio e no atendimento às vítimas da doença.
Segundo a reportagem, os hospitais das três Forças já estão com todas as vagas ocupadas, mas hospitais de campanha do Exército, da Marinha e da Aeronáutica devem ser instalados no Estado.
Linhas congestionadas
Com a epidemia de dengue, o serviço telefônico da prefeitura que orienta a população sobre a doença, o Teledengue, ficou congestionado. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o serviço atendia em média 700 pessoas em cada turno de seis horas de atendimento, mas durante esta semana houve picos de houve pico de até 7.000 ligações em espera.
As perguntas mais freqüentes são sobre quais unidades de saúde procurar e sobre sintomas e transmissão da doença.
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