Publicidade

Cotidiano
10/10/2001 - 20h36

Jovem é acusado de usar faca para sequestrar avião que ia para Minas

Publicidade
da Sucursal de Brasília

Um passageiro do vôo 5360 da companhia Rio-Sul, que saiu de Congonhas (SP) às 17h20 desta quarta-feira com destino a Uberlândia (MG), está sendo acusado de tentar sequestrar o avião utilizando uma faca do serviço de bordo. Ele foi contido por dois funcionários da empresa aérea que viajavam como passageiros.

Segundo a Rio-Sul, o passageiro Daniel Kitaoka, que aparenta ter 25 anos, avançou no carrinho do serviço de bordo enquanto era servida a refeição e tentou pegar as facas, quando foi imobilizado. Ninguém saiu ferido.

O avião, um ERJ-145 fabricado pela Embraer, com 23 passageiros e quatro tripulantes, pousou no horário previsto em Uberlândia _às 18h17. Os passageiros foram liberados imediatamente, e Daniel foi detido dentro do avião por agentes da Polícia Federal para interrogatório.

O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, foi informado do episódio minutos depois de o avião pousar pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista. O ministro foi informado de que se tratava de uma tentativa de sequestro.

O brigadeiro estava despachando com o ministro quando recebeu a notícia da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária).

Segundo a assessoria de Quintão, o ministro não precisou tomar nenhuma providência, porque a situação estava sob o controle da Polícia Federal.

A Rio-Sul informou que usava talheres de metal porque o cardápio era especial _comemorativo aos 25 anos da empresa. O uso desse tipo de talher, segundo a Rio Sul, será "repensado".

A Polícia Federal foi avisada do incidente durante o vôo e esperava o avião na pista do aeroporto.

Há suspeita de que o passageiro sofra de problemas mentais.

Segundo a Rio-Sul, os funcionários que contiveram o passageiro viajavam de carona. Não estavam encarregados da segurança do vôo. A empresa informou também que, depois de contido e obrigado a se sentar, Daniel Kitaoka se acalmou e permaneceu quieto durante o restante do vôo.

Daniel chamou a atenção dos funcionários porque gritava muito ao se levantar e ir em direção às comissárias de bordo Fernanda e Patrícia, que serviam a refeição.

Leia mais:
  • sobre riscos aéreos


  • Leia mais:
  • A guerra dos EUA contra o terrorismo

  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca