Irresponsabilidade de motoristas causou muitos acidentes, informa PRF
da Agência Brasil, em Brasília
O diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Hélio Cardoso Derenne, disse nesta segunda-feira (24) que o comportamento de parte dos motoristas brasileiros nas estradas federais ainda está longe do ideal.
"Estive visitando cinco estados e, infelizmente, vi muitas infrações e pouca responsabilidade por parte dos motoristas. Pode melhorar muito mais ainda", afirmou Derenne, ao comentar o balanço da Operação Páscoa, realizada pela corporação.
Das 106.899 infrações registradas, 65.312 foram por excesso de velocidade. Houve aumento de 202,4% no número de multas aplicadas em relação ao feriado de 2007.
No ranking dos estados com maior número de acidentes no feriado, destacaram-se Minas Gerais (300), que tem a maior malha rodoviária federal; Santa Catarina (203); Rio Grande do Sul (158); Rio de Janeiro e São Paulo (115 cada) e Paraná (98). No total, foram 1.657 acidentes em quatro dias.
Em Minas também foi registrado o maior número de mortes: 12. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul (10 cada), Bahia (8), Paraná (6) e Pernambuco e Rio Grande do Norte (5 cada). Segundo a PRF, foi o menor número de óbitos nas estradas durante a Semana Santa nos últimos seis anos.
Para obter reduções mais significativas dos índices de violência nas estradas, a PRF espera, além da conscientização dos motoristas, um reforço do efetivo de fiscalização. "O Ministério do Planejamento está sinalizando com mais 3 mil vagas", informou Derenne.
Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça, Tarso Genro, comemorou ra a queda nos números de acidentes e de feridos registrada durante o feriado prolongado de Páscoa deste ano, em relação aos do ano passado.
O governo anunciou a queda de 5% nos acidentes --de 1.744 no ano passado para 1.657 neste ano. Contudo, em relação a 2006 o número aumenta --naquele ano, houve 1.408 acidentes na Páscoa.
Por outro lado, o número de mortes de 2008 foi o menor entre as Páscoas dos últimos seis anos. Foram 75 contra 79 em 2007 e 77 em 2006.
No anúncio das estatísticas, o ministro não citou os efeitos que o caos aéreo infligiu sobre os números de 2007, de acordo com a própria Polícia Rodoviária Federal --e, em comparação com os números de 2006, os números de 2008 apontam um agravamento da violência nas estradas, e não uma melhora.
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