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Cotidiano
25/03/2008 - 17h59

Epidemia de dengue é a mais grave já registrada no Rio, diz Fiocruz

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O Rio vive sua mais grave epidemia de dengue, disseram nesta terça-feira especialistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em reunião para discutir a proliferação da doença no Estado. Repetindo crítica feita na segunda-feira (24) pelo ministro José Gomes Temporão, o grupo apontou ainda o modelo de assistência médica do Rio como um dos principais fatores para o número de mortes por dengue acima do esperado.

"Em tese, era de se esperar que não houvesse nenhum caso de morte", disse o médico clínico e infectologista da Fiocruz Antonio Sérgio da Fonseca. "Havia um despreparo completo da rede de saúde do Rio".

A gravidade do surto de dengue registrado este ano no Rio está relacionada, para os especialistas, a dois fatores: o retorno, após cerca de cinco anos, do vírus do tipo dois da doença e a demonstração que o Estado ainda pode enfrentar situações piores.

"É a mais séria epidemia que já tivemos no Rio. Não pelo número de mortes, mas porque é um marcador do que ainda pode vir", disse Paulo Sabroza, epidemiologista da fundação.

Embora tenha rechaçado o conflito político sobre a crise, o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, afirmou que a epidemia já era previsível, com base na proliferação de casos em outros Estados, como Alagoas, Maranhão e Piauí, no ano passado. "Era visível que a dengue chegasse ao Rio com mais força", disse o presidente da Fiocruz.

O epidemiologista da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Roberto Medronho, que também participou do encontro, defendeu uma mudança no programa de controle da doença como a principal forma de evitar novas epidemias. "Pode haver epidemias piores se não houver essas mudanças", completou Fonseca.

A falta de adesão do município ao programa de saúde de família foi uma das principais falhas apontadas por pesquisadores do grupo. "O problema no Rio é que a solução acaba sendo dada nas emergências. A porta de entrada, o atendimento inicial, que é primordial na dengue, é dificultada hoje. Não há cuidado continuado", apontou a pediatra da fundação Elyne Engstrom.

"E esse é o grande diferencial que o programa de saúde da família pode trazer", completou Antonio Sérgio. Segundo ele, a taxa de abrangência do programa é de 8% da população do Rio, enquanto no país esse percentual é, em média, de 80%.

Procurada pela Folha Online, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio ainda não se manifestou sobre seu programa de saúde da família.

Comentários dos leitores
gerson ticianel (23) 20/08/2009 19h54
gerson ticianel (23) 20/08/2009 19h54
é o pt. é o governo petista. é o modo do pt governar. celso daniel que o diga. sem opinião
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domingos fonseca (2) 16/06/2009 16h00
domingos fonseca (2) 16/06/2009 16h00
O Brasil esta prerarado para enfrentar a pandemia de gripe suina? de acordo com o ministerio da saude sim, meus amigos não se iludam, nem para dengue estamos preparados cujo vetor é um mosquito que seria muito mais facil ou menos dificil controlar sorte nossa que a gripe não e tão violenta como parecia senão seria uma vassourada por aqui sem opinião
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elmar oliveira (35) 16/06/2009 15h55
elmar oliveira (35) 16/06/2009 15h55
O que mais me faz lamentar, é que o Governador Jaques Wagner , e consequentemente sua BELA EQUIPE DE GOVERNO ainda pensam em reeleição. Com essa incompetência toda no combate a essa doença. O pior é que o eleitor da Bahia, movido por outras coisitas, como Festas Juninas, Carnaval, etc, deverá eleger essa PATOTA. sem opinião
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