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Cotidiano
28/03/2008 - 10h00

Cresce o número de famílias que recebem auxílios de programas sociais do governo

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Cerca de 10 milhões de residências, o equivalente a 18,3% dos 54,7 milhões de domicílios particulares investigados pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) em 2006, receberam algum tipo de ajuda financeira de oriunda de programas sociais do governo naquele ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que aponta um crescimento nos repasses sociais do governo, já que em 2004, 15,6% das residências brasileiras receberam esse tipo de auxílio.

Os programas sociais alcançaram 35,9% das famílias do Nordeste, e 24,6% das residências da região Norte, acima dos 32% e 18,2% verificados, respectivamente, no Nordeste e no Norte no levantamento anterior, em 2004.

No Centro-Oeste, 18% dos domicílios particulares receberam dinheiro de programas sociais, ante 14% constatados na região em 2004. No Sudeste, 7,9% das residências contavam com algum benefício social em 2004. Na pesquisa mais recente, esse índice sobe para 10,3%. No Sul, essa variação ficou estável, com 10,4% dos domicílios atendidos por programas sociais ao longo de 2006.

Entre os Estados, Roraima tem 50% de residências que recebem benefícios de programas sociais, seguidos do Maranhão (41,3%), Piauí (40,2%) e Ceará (39%). Por outro lado, os menores percentuais foram verificados em Santa Catarina (5,8% do total de residências), Rio de Janeiro (6%) e São Paulo (7,6%).

O Bolsa-Família foi o programa social que chegou ao maior número de famílias. Foram 8,1 milhões de residências em todo o país, o correspondente 14,9% do total. O Benefício Assistencial de Prestação Continuada auxiliou a renda de 2,2% do total de domicílios. Já o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil atingiu 0,5% das residências.

As famílias atendidas por programas sociais têm rendimento médio domiciliar per capita de R$ 172. Os que não foram auxiliados por esses programas tem rendimento médio de R$ 699. O rendimento médio domiciliar per capita do Brasil em 2006 foi de R$ 601.

O levantamento mostra que o país está mais próximo da universalização da freqüência à escola entre crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. Entre os domicílios que receberam algum tipo de auxílio social, 97,2% das crianças e adolescentes freqüentam escola ou creche. Nas residências que não tem algum tipo de benefício, esse índice chega a 97,9%.

Em 2006, 17,1% das pessoas com 10 anos ou mais de idade residentes em domicílios que recebem algum tipo de auxílio de programas sociais eram analfabetas. Em 2004, esse índice era de 18,2%.

O IBGE constatou que 52,1% dos moradores de 10 anos de idade ou mais e que residem em domicílios com benefício social estavam empregadas em 2006. Nas residências que não recebem auxílio, 58,6% das pessoas estavam ocupadas.

Entre as pessoas residentes em domicílios beneficiados por programas sociais, 67,9% tem a cor ou raça preta ou parda. Nas residências sem benefício, esse percentual cai para 43,4%.

 

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