Corpo de menina que caiu do 6º andar é enterrado em SP; polícia prepara reconstituição
da Folha Online
O corpo da menina Isabella de Oliveira Nardoni, 5, que caiu do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo no final da noite de sábado (29), foi enterrado na manhã desta segunda-feira. A Polícia Civil prepara uma reconstituição do caso, que deverá ocorrer na próxima semana, segundo o delegado Calixto Calil Filho do 9º DP (Carandiru). O delegado também disse que o resultado dos exames poderá comprovar se ela foi agredida antes de cair do prédio.
O pai e a madrasta da menina prestaram depoimento e foram liberados pela Polícia Civil por volta das 23h50 de domingo (30). Ambos figuram como averiguados e não suspeitos, de acordo com o delegado que registrou o caso.
| Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem |
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| Corpo da menina Isabella, 5, que caiu do sexto andar de um prédio no final da noite de sábado, é enterrado na zona norte de São Paulo |
A hipótese de homicídio é a mais provável, afirma a Polícia Civil. Perícia feita no apartamento apontou que a rede de proteção da janela foi cortada intencionalmente. "Houve um crime onde alguém jogou uma criança da janela após cortar a tela de proteção. Ou foi alguém ligado à criança ou uma invasão. São os únicos indícios que se têm no momento", disse ontem Calil Filho.
A criança não morava no prédio. Ela vivia com a mãe e a cada 15 dias passava o fim de semana no imóvel com o pai, o estagiário de direito Alexandre Alves Nardoni, 29, e a atual mulher dele, Anna Carolina Trota Peixoto Jatobá, 24.
Depoimento
Em depoimento, segundo a polícia, Nardoni disse que a queda ocorreu pouco depois de a família retornar de uma visita à casa da mãe de sua atual mulher. Após estacionar o carro na vaga do prédio, o estagiário disse que decidiu levar Isabella, que dormia, até o apartamento. Em seguida, retornou ao veículo para auxiliar a mulher a carregar os dois filhos do casal, que também dormiam no carro.
De volta ao apartamento, Nardoni teria percebido que a luz do cômodo onde havia deixado Isabella estava acesa --ele disse que havia deixado apagada ao sair-- e que havia gotas de sangue na cama onde a garota havia sido deixada. Além disso, de acordo com o depoimento, a tela de proteção estava cortada.
Exames irão indicar se a garota sofreu agressões e se estava consciente antes da queda.
À polícia, o estagiário de direito disse que tinha um desafeto, com quem teria tido uma discussão. O delegado informou que o homem apontado pelo pai da criança será procurado e deverá ser ouvido.
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