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Cotidiano
02/04/2008 - 03h00

Faculdade aprova pesquisa de uso de inibidor sexual em pedófilos

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RENATO SANTIAGO
da Folha Online

O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (Grande São Paulo), aprovou um projeto de pesquisa sobre o uso de medicamentos em pedófilos, a chamada "castração química" --termo popular para o tratamento com hormônios femininos que tentam reduzir o desejo sexual em pessoas com histórico de pedofilia. O efeito é temporário.

Enquete: Você é a favor da "castração química" para pedófilos?

O coordenador do comitê, o pneumologista Elie Fiss, afirmou que a pesquisa foi apresentada pelo setor de psiquiatria e aprovada, mas com algumas modificações. O projeto deve voltar à mesa do comitê no dia 9, para eventual chancela.

À Folha Online Elie Fiss disse que as mudanças pedidas pelos membros do comitê são "de caráter ético e metodológico". Ele afirmou que, se houvesse algo grave ou irregular no pedido, a pesquisa teria sido "rejeitada" de imediato.

O comitê é composto por 30 pessoas --médicos, juristas, enfermeiros e membros da comunidade e outros profissionais.

Histórico

O projeto foi apresentado depois que o professor-assistente de psiquiatria da faculdade, e doutor pela USP, Danilo Baltieri, declarou ao jornal "O Estado de S.Paulo", em outubro, que administrava hormônios a um pedófilo --com autorização por escrito do próprio doente.

Após a declaração, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) abriu um procedimento sobre o caso, que ainda não está concluído. Segundo a Folha Online apurou, o órgão não deverá apontar irregularidade no tratamento.

Pesquisas apontam que medicar leva à redução na reincidência de pedófilos entre 30% e 70%. Nenhuma delas é definitiva. O uso de medicamento contra o comportamento pedófilo é feito na Europa e em Estados norte-americanos.

Procurado pela reportagem, o psiquiatra Baltieri informou que não falaria sobre o assunto.

Comentários dos leitores
neumir magalhaes (11) 26/05/2009 22h55
neumir magalhaes (11) 26/05/2009 22h55
Sou contra a pena de morte. Sou contra só porque acho pouco. Não existe nada na face da Terra mais abjeto, mais repugnante que esse crime. Um crime que de imaginar, corta as entranhas, enlouquece. Prisão perpétua. Não poderá o réu solicitar qualquer tipo de liberdade, sem que antes se submeta a castração física. Vetado a esse o direito de ter um defensor público, caso não possa arcar com a despesa de um advogado. Não deverá desfrutar de regalias ou direitos dados à espécie humana. sem opinião
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flavio pierotti (5) 28/02/2009 10h08
flavio pierotti (5) 28/02/2009 10h08
A punição deve ser prevista em lei e executada a contento. Infelizmente a impunidade Brasileira é um grande encorajador de delitos. E a mudança de valores sociais hoje amplamente divulgada pela mídia homofobica, pois é privada, visa o lucro e chama de SENSURA qualquer tipo de controle, apenas continua aguçando a sociedade a fazer parte disso. Exemplos: 1) O combate as drogas conseguiu na verdade institucionalizar a propaganda dessas substancias. 2) O combate ao crime apenas aumenta a criminalidade. É uma constante busca pela inclusão social que nos leva a agir conforme a maioria. A mídia é a grande culpada disso tudo, pois subliminarmente banaliza nossos valores tornando comuns os absurdos sociais (e nos faz lembrar disso a todo o momento). Resta saber se essa mesma mídia faz isso consciente ou não... Mas ela é o 4o. poder... deixe como está... 5 opiniões
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Ygor Ferreira (5) 18/02/2009 07h20
Ygor Ferreira (5) 18/02/2009 07h20
Pelo amor de Deus quem tem essas idéias neo-medievais sobre punição. Queimar, matar, marcar! Vai um empalamento aí?
Tem que remover da sociedade e pronto! Daqui a pouco alguns vão querer criar um novo poder, a neo-inquisição para garantir os "bons" costumes. Porque nessa linha de raciocínio, é bem por aí que vai.
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