Rio estuda pedir médicos de Cuba para tratar dengue, diz governador
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O governo do Rio estuda pedir médicos de Cuba para ajudar no atendimento a pessoas com dengue na cidade do Rio, declarou o governador Sérgio Cabral. Em entrevista na manhã desta terça-feira, o governador afirmou que faltam médicos no Estado. Ele disse que vai decidir, até domingo, se fará o pedido de profissionais ao governo cubano, que já passou por epidemias de dengue.
"Cuba tem uma excelente tradição na área de saúde pública", disse.
Cabral afirmou ainda que há três tendas de hidratação --espaços montados pelo governo do Estado próximo a hospitais do Rio para auxiliar o atendimento a pacientes com dengue-- sem funcionamento por causa da falta de médicos no Estado.
| 25.mar.2008/Folha Imagem |
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| O governador Sérgio Cabral e o ministro José Temporão (à esq.) |
"Temos carência de médicos. As tendas da Gávea [zona sul], da Penha [zona norte] e do Méier [zona norte] estão prontas esperando por profissionais", declarou.
Já no hospital de campanha montado pela Aeronáutica na Barra da Tijuca (na zona oeste, região mais afetada pela doença), o movimento é grande.
Até as 12h30 desta quarta-feira, a tenda, que tem capacidade para atender 400 pessoas, já havia atendido 159 pacientes, 121 deles com dengue diagnosticada, segundo a assessoria de imprensa da Aeronáutica. Outras 323 pessoas aguardam para ser atendidas no local.
Já no Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra, perto de onde a tenda foi montada, há menos pacientes, segundo a Aeronáutica. A Secretaria Municipal de Saúde não soube dizer o número de pessoas com suspeita de dengue atendidas hoje no Lourenço Jorge. Ontem, de acordo com o órgão, foram atendidos 309 adultos e 104 crianças com dengue.
"Guerra perdida"
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) afirmou nesta quarta-feira que o combate à dengue em ano eleitoral é guerra perdida. Segundo ele, com a politização do tema, quem sai prejudicada é a população, porque são "desmobilizados os programas e demitidos os servidores que atuam na área".
O ministro advertiu ainda que além do Rio de Janeiro, outros cinco Estados estão em estado de alerta por causa do mosquito da dengue. "Todos os anos quando há disputa eleitoral nos municípios, a guerra contra a dengue perde. Se desmobilizam programas, se demitem servidores e se faz politicagem com uma coisa tão grave."
Temporão afirmou que além do Rio, Amazonas, Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte e Bahia estão em estado de alerta por causa da dengue. "É preciso que se evite nesse locais que ocorra uma situação semelhante à que acontece no Rio. Estamos trabalhando para isso."
Gaúchos
Entre 15 e 20 pediatras da rede estadual do Rio Grande do Sul serão enviados ao Rio de Janeiro para ajudar no atendimento a pacientes com dengue. O governo gaúcho foi o primeiro a atender ao pedido feito pelo secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, para que médicos de outros Estados auxiliem no atendimento aos doentes.
Os médicos, que pertencem a hospitais estaduais e federais gaúchos, embarcarão para o Rio no próximo domingo (6), e ficarão em unidades de saúde do Estado por cerca de duas semanas, informou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul.
Com RENATA GIRALDI, da Folha Online, em Brasília
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Especial



Agora o estado onde ela está crescendo é a Bahia.
Continua tendo a certeza de que a expansão da dengue conta com uma contribuição significativa da população que não tem as mais básicas noções de higiene, saúde e civilidade. Porém o grande agente que poderia reverter este quadro também não faz a sua parte. E que agente é este? Simplesmente o poder executivo (municipal, estadual e federal - traduzindo para alguns: prefeito, governador e presidente da república) através dos seus gentes de saúde e de publicidade.
E agora, na Bahia, não adianta culpar PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não seja o pt.
E mais uma vez quem perde é o cidadão que sustenta com os seus impostos esta turma que, independente de partido, não gosta de trabalhar.
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Este programa emite uma frequencia que afasta os voadores, e não pertuba o ouvido humano.
É o que pensei para ajudar os amigos cariocas.
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Atenciosamente,
José Rubem.
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