Ministro da Saúde pede suspensão de propagandas de paracetamol
da Folha Online
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse na tarde desta sexta-feira que pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a proibição temporária de propagandas de remédios contendo paracetamol. O pedido foi feito porque, segundo o ministro, há suspeitas de casos de pessoas que apresentaram problemas hepáticos devido ao excesso do uso do medicamento.
O paracetamol é um dos medicamentos mais indicados para pacientes com dengue. "Há o risco de a pessoa tomar uma dose excessiva [de paracetamol] e isso causar problemas tão graves quanto a dengue. Se ele for usado de maneira inadequada pode levar a graves danos ao fígado, inclusive à hepatite medicamentosa", afirmou o ministro.
Para Temporão, as propagandas com o medicamento podem estimular a automedicação e uma possível superdosagem de paracetamol. Ele afirmou ter pedido ao presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, para que ele entrasse em contato com laboratórios que produzem medicamentos com paracetamol e o veiculam em propagandas para que eles "voluntariamente" suspendam a publicidade.
"Não me parece razoável que nesse momento se faça propaganda de paracetamol. Isso pode levar à automedicação e no Rio o momento não é para se automedicar. Os médicos é que têm de ser os prescritores, não a mídia", afirmou Temporão.
Em palestra realizada na tarde desta sexta na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Temporão disse ter achado boa a idéia da criação de uma Força Nacional de Saúde. "É uma idéia a se pensar, interessante. Mas ainda é cedo para saber como funcionaria", disse o ministro.
Temporão afirmou ainda que atualmente não há mais problemas de falta de leitos em hospitais do Rio e que todos os pacientes com dengue em estado grave na cidade estão internados.
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Especial


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