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Cotidiano
07/04/2008 - 15h59

Justiça fará bazar com bens de Abadía; dinheiro vai para caridade

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da Folha Online

O juiz Fausto de Sanctis decidiu vender parte dos bens do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía em benefício de instituições de caridade. As entidades contempladas devem ser a Fundação Julita e a Ten Yad, ambas entidades de São Paulo.

O bazar será realizado, segundo a Justiça Federal de São Paulo, no Jockey Club de São Paulo entre 8 e 13 de abril, das 12h às 20h. O valor dos bens --carros, eletrônicos, móveis e equipamentos de ginástica, entre outros artigos-- chega a R$ 2 milhões. Os itens mais caros devem ser leiloados amanhã por volta das 20h.

Em janeiro, três imóveis do traficante foram leiloados por R$ 4,4 milhões. O maior valor foi atingido por uma casa em Jurerê, Florianópolis (SC), por R$ 2.152.500. Outra casa em Angra dos Reis (RJ) foi arrematada por R$ 1,6 milhão e o terceiro imóvel, um sítio em Pouso Alegre (MG) rendeu R$ 650 mil.

O segundo leilão judicial, também em janeiro, arrecadou cerca de R$ 1,9 milhão com a venda de outros dois imóveis.

Condenação

Na última terça-feira (1º), o mesmo juiz condenou o colombiano a 30 anos, 5 meses e 14 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso e confecção de documentos falsos.

Abadía também deverá pagar multa de R$ 4,32 milhões. Apesar da condenação, a lei brasileira não permite que ninguém fique mais de 30 anos na cadeia.

O colombiano estava no Brasil havia cerca de três anos e já havia passado várias cidades. O DEA (Drug Enforcement Agency) oferecia US$ 5 milhões por pistas que levassem a sua captura.

 

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