Bazar de bens de Abadía provoca tumulto e congestionamento
da Folha Online
Cerca de 5.000 pessoas foram ao bazar dos bens do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía na manhã desta terça-feira, no Jockey Club de São Paulo, na zona oeste da cidade.
A Polícia Militar foi obrigada a conter um tumulto no portão 6, onde um grupo de pessoas tentava entrar ao mesmo tempo. Os PMs que estavam no local receberam reforço e tentam organizar a entrada dos consumidores.
O trânsito também é complicado na avenida Lineu de Paula Machado, por causa da chegada dos compradores e de curiosos que param para ver a movimentação no local. A lentidão já começa no túnel Jânio Quadros.
O bazar abriu por volta das 12h e a entrada é liberada aos poucos.
Segundo a organização, há 910 lotes, alguns com 200 peças. Serão vendidos diversos itens, tais como canetas da Hello Kitty, da mulher do traficante, 170 camisetas masculinas de grifes famosas (de R$ 15 a R$ 25), 260 femininas, e até 130 cuecas usadas. Há 50 óculos escuros, entre os quais Dior e Cartier (R$ 120 os mais caros).
Outros bens mais caros --como carros, eletrônicos e relógios de grife, entre eles um relógio Audemars Piguet de US$ 219 mil -- serão leiloados.
A determinação de realizar o leilão foi do juiz federal Fausto de Sanctis. O valor arrecadado será destinado às entidades assistenciais Fundação Julita e a Ten Yad, ambas de São Paulo. O bazar ocorre entre 8 e 13 de abril, das 12h às 20h.
Condenação
No dia 1º, o mesmo juiz condenou o colombiano a 30 anos, 5 meses e 14 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso e confecção de documentos falsos.
Abadía também deverá pagar multa de R$ 4,32 milhões. Apesar da condenação, a lei brasileira não permite que ninguém fique mais de 30 anos na cadeia.
O colombiano estava no Brasil havia cerca de três anos e já havia passado várias cidades. O DEA (Drug Enforcement Agency) oferecia US$ 5 milhões por pistas que levassem a sua captura.
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