Caminhoneiros de SP ameaçam fazer greve contra restrições
da Folha Online
Anunciada pela Prefeitura de São Paulo na semana passada, a medida que proibirá carga e descarga em parte do centro expandido da cidade, no período das 5h às 21h, desagradou a setores do transporte de mercadorias. A prefeitura também deve incluir os caminhões no rodízio de veículos nas marginais Tietê e Pinheiros e na avenida dos Bandeirantes. Os caminhoneiros autônomos ameaçam entrar em greve.
"Nós sabemos que é grave o problema no trânsito de São Paulo, mas não é com soluções fáceis em ano eleitoral que vamos resolvê-lo", afirma Bernabé Rodrigues, 57, conhecido como Gastão, secretário do Sindcam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo).
Se persistirem as restrições, o secretário afirma que os caminhoneiros podem iniciar uma greve. "O setor vai causar um caos maior ainda do que o que está em São Paulo."
O Estado tem quase 50 mil caminhoneiros autônomos, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres.
"Já temos uma mobilização. O caminho é o diálogo, mas não fomos consultados pela prefeitura", afirma Rodrigues. "Os caminhões não são os principais causadores dos congestionamentos."
Já o Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) deve divulgar ainda hoje um manifesto contra as novas regras. O sindicato anunciou que realizará um seminário, na próxima segunda-feira (14), para discutir o impacto das novas medidas. O evento ocorrerá na sede do sindicato, na Vila Maria (zona leste), e reunirá representantes do comércio, supermercados, transportadoras de outros sindicatos e caminhoneiros autônomos.
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