Expectativa por habeas corpus de pai e madrasta é boa, diz defesa
GABRIELA QUINTELA
da Folha Online
Os advogados de Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, afirmaram nesta quarta-feira que a expectativa pela decisão do desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal de São Paulo, sobre o habeas corpus pedido para o casal é boa. "Estamos confiantes", disse Rogério Neres de Sousa. Não há previsão para a decisão.
Nardoni e Jatobá são, respectivamente, pai e madrasta da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5, encontrada morta no último dia 29 de março no jardim do prédio em que o pai morava, na zona norte de São Paulo. O pai e a madrasta da garota estão presos desde quinta-feira (3) suspeitos de envolvimento no crime.
O casal foi preso sob o argumento de que, com eles afastados, os peritos têm acesso irrestrito da perícia ao local do crime --eles retornaram ao menos duas vezes -- e as testemunhas permanecem isentas.
No pedido de habeas corpus, a defesa dos dois argumenta que eles têm endereço fixo, não possuem antecedentes criminais e, ao contrário do que afirmam a Polícia Civil e o Ministério Público, não oferecem risco às investigações. Nardoni e Jatobá estão presos por força de um mandado de prisão temporária válido por 30 dias (prorrogáveis por mais 30 dias).
Enquanto Jatobá está no 89º DP (Portal do Morumbi), Nardoni está no 77º DP (Santa Cecília).
Mais cedo, o delegado Calixto Calil Filho e a delegada-assistente Renata Helena Pontes, ambos do 9º DP (Carandiru), que investigam o caso, afirmaram que já têm dados para reconstruir 70% dos fatos ocorridos na noite do crime. Para ela, os 30% restantes, que serão determinados pela perícia, não devem trazer surpresas.
Promotor
O promotor Francisco José Cembranelli, que acompanha o caso, pediu cautela em relação à investigação, ontem. Trata-se de uma mudança de postura em relação a sexta-feira passada (4), quando ele concedeu uma entrevista coletiva e afirmou que as versões apresentadas por Nardoni e Jatobá para a noite do crime são "fantasiosas".
Ontem, Cembranelli afirmou não descartar nenhuma hipótese, inclusive a de que uma terceira pessoa tenha cometido o crime, como afirma a defesa de Nardoni e Jatobá.
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