Polícia Civil ouve testemunhas do caso Isabella nesta quinta-feira
da Folha Online
Mais testemunhas ligadas à morte da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5, são ouvidas nesta quinta-feira pela Polícia Civil. Mais cedo, o delegado Calixto Calil Filho, do 9º DP (Carandiru), confirmou a oitiva de ao menos quatro pessoas --nenhuma delas parente da garota. No total, entre hoje e amanhã, serão ouvidas 19 pessoas --outras 36 já prestaram depoimento.
O pai de Isabella, Alexandre Alves Nardoni, 29, e a mulher dele, Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, estão presos desde quinta-feira (3) suspeitos de envolvimento no crime. Eles aguardam a decisão do desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, sobre o pedido de habeas corpus feito na terça-feira (8).
Não há previsão para a decisão, mas o documento inclui um pedido de liminar, ou seja, um pedido para que a decisão tenha aplicação imediata, anterior à avaliação do mérito do caso.
O casal foi preso sob o argumento de que, com eles afastados, os peritos têm acesso irrestrito da perícia ao local do crime, e as testemunhas permanecem isentas.
No pedido de habeas corpus, a defesa dos dois argumenta que eles têm endereço fixo, não possuem antecedentes criminais e, ao contrário do que afirmam a Polícia Civil e o Ministério Público, não oferecem risco às investigações. Nardoni e Jatobá estão presos por força de um mandado de prisão temporária válido por 30 dias (prorrogáveis por mais 30 dias).
Enquanto Jatobá está no 89º DP (Portal do Morumbi), Nardoni está no 77º DP (Santa Cecília).
Testemunha-chave
Policiais que não quiseram se identificar afirmaram ontem (9) que ouviram o depoimento de uma testemunha-chave para a investigação da morte da menina. Essa testemunha seria um conhecido de Cristiane Nardoni, 20, tia de Isabella e irmã do pai dela, Alexandre, que estava com ela na noite do crime, em um bar, em Santana (zona norte de São Paulo).
Conforme os policiais, a testemunha deu detalhes do telefonema que Cristiane recebeu antes de deixar, apressada, o bar. Em entrevista à Folha, a irmã de Alexandre Nardoni confirmou que recebeu uma ligação no bar; que não conseguia entender direito o que acontecia; mas que já sabia que tinha ocorrido algo grave com sua sobrinha.
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