Perícia volta a assistir a vídeo gravado em prédio vizinho de onde Isabella foi jogada
da Folha Online
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) voltaram nesta quinta-feira à rua Santa Leocádia, no Carandiru (zona norte de São Paulo), no edifício Versailles, que fica em frente ao prédio onde Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, pai e madrasta da menina Isabella Nardoni, 5, moram. Eles foram assistir novamente às imagens que teriam sido gravadas na noite em que a menina foi jogada do sexto andar, no último dia 29. Hoje, a Polícia Civil ouve testemunhas ligadas ao caso e também analisa a lista de telefonemas feitos pelo casal naquela noite, após a morte de Isabella.
A equipe chegou ao prédio por volta das 14h e saiu aproximadamente às 15h40. Ontem (9), os peritos também estiveram no edifício para ver as imagens. As gravações tiveram de ser assistidas no prédio porque não há equipamento compatível para reproduzir as imagens em outro local.
Hoje, o delegado Calixto Calil Filho, do 9º DP (Carandiru), confirmou os depoimentos de ao menos quatro pessoas --nenhuma delas parente da garota. No total, entre hoje e amanhã (11), serão ouvidas 19 pessoas --ao menos outras 36 já prestaram depoimento.
Nardoni e a mulher estão presos desde quinta-feira (3) suspeitos de envolvimento no crime. Eles aguardam a decisão do desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, sobre o pedido de habeas corpus feito na terça-feira (8).
Não há previsão para a decisão, mas o documento inclui um pedido de liminar, ou seja, um pedido para que a decisão tenha aplicação imediata, anterior à avaliação do mérito do caso.
Ligações
A quebra do sigilo telefônico do casal esclarecerá para quem o casal ligou antes e depois de a menina ter sido encontrada morta. A polícia suspeita que ele tenha ligado primeiro para a família antes de ligar para o resgate.
Além de saber para quem Nardoni e a mulher telefonaram nos minutos seguintes à queda de Isabella, os policiais também esperam receber até amanhã os laudos periciais do IC que apontarão se as roupas usadas por Nardoni e pela sua mulher foram ou não lavadas antes de terem sido apreendidas.
A defesa do casal, por sua vez, apresentou à polícia dois nomes, não divulgados, de suspeitos dados por Nardoni. Peritos do IC estão fazendo um perfil genético de Isabella, para que o sangue dela seja comparado aos vestígios achados no apartamento. O mesmo levantamento será feito com Nardoni e com a mulher dele.
O IML (Instituto Médico Legal) está terminando o laudo da morte da menina. O lençol com uma pegada ao lado de um pingo de sangue, que estava na cama do quarto de onde Isabella foi atirada, ainda não foi analisado pelo IC.
Com Folha de S.Paulo
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