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Cotidiano
12/04/2008 - 11h29

PF prende 17 acusados de tráfico internacional de drogas em seis Estados

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da Agência Brasil

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira 17 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha de narcotraficantes que vendia drogas no exterior. As apreensões foram feitas em seis Estados --SP, RJ, PR, SC, MG e PA-- e fazem parte da Operação Muralha, que desde agosto de 2006 já prendeu 107 pessoas. Outros 11 mandados de prisão devem ser cumpridos nos próximos dias.

A organização da quadrilha surpreendeu a Polícia Federal, que afirmou que foi a primeira vez que viu uma quadrilha do gênero constituir empresa legalmente. A quadrilha chegou a abrir uma empresa para contrair crédito em bancos.

De acordo com Pelegrini, um dos responsáveis pela operação, a organização criminosa tinha uma agência de turismo, legalmente constituída, inscrita na Junta Comercial e na Receita Federal, com a função exclusiva de conseguir crédito nos bancos. Com os recursos obtidos, a quadrilha financiava as operações do tráfico de entorpecentes.

Segundo a Polícia Federal, as drogas vinham da Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai, passavam por vários estados brasileiros e, posteriormente, eram enviadas ao exterior por navios que saíam dos portos de Vitória, Rio de Janeiro, Santos (SP), São Francisco do Sul (SC) e Paranaguá (PR). Os destinos mais comuns eram países da Europa e África.

Para transitar com as drogas no Brasil, sem chamar a atenção das autoridades, a quadrilha dissolvia os entorpecentes em cachaça ou os misturava a cereais. Para embarcar com as mercadorias nos navios, membros do grupo cooptavam estivadores para, geralmente à noite, levar as drogas para dentro das embarcações.

De acordo com a polícia, o grupo criminoso era liderado pelo peruano Rafael Pablos e pelo colombiano Eduardo Echevaria. Ambos cumprem pena no presídio de Itaí, interior de São Paulo. Para exercerem o comando da quadrilha, os criminosos utilizavam-se, de dentro do presídio, de telefones celulares. Segundo a PF, já foi solicitada à Justiça a transferência dos dois chefes do grupo para alas diferenciadas do presídio, onde devem ficar em regime especial.

 

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