"Na medida do possível, está todo mundo bem", diz amiga de tia de Isabella
da Folha Online
"Na medida do possível, está todo mundo bem", disse Natália Souza, ao deixar a casa onde o pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni --Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá-- passaram a noite, no bairro do Tucuruvi, na zona norte de São Paulo.
Natália é amiga de Cristiane Nardoni, a tia de Isabella, que deve ser chamada a depor pelo delegado Calixto Calil Filho, que comanda as investigações sobre a morte da menina. A polícia quer saber detalhes do telefonema que ela recebeu quando estava em um bar, que informava sobre a morte da sobrinha.
A amiga de Cristiane, que deixou a casa do pai de Alexandre Nardoni por volta das 13h20 deste sábado, disse ainda que "no momento oportuno, a família vai falar".
Natália chegou à residência, no Turucuvi, por volta das 10h30 carregada de compras. Nas sacolas de compras, além de iogurte e leite, havia fraldas, despertando expectativas sobre a possível chegada dos filhos de 3 anos e de 11 meses de Alexandre e Anna Carolina à casa.
A casa onde Alexandre e Ana Carolina passaram a primeira noite após nove dias na prisão atraiu curiosos neste sábado.
Aline Carolina dos Santos, de 10 anos, vestia uma camiseta com uma foto de Isabella e uma mensagem em que agradecia "a graça de cuidar de você por um curto espaço de tempo" e encerrava com "Isa, te amamos muito".
Liberdade
Nardoni e Jatobá estavam presos desde quinta-feira passada (3) por serem apontados pela Polícia Civil como suspeitos da morte da menina.
Pouco mais de quatro horas depois do habeas corpus concedido pelo desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo, ontem (11), Nardoni deixou a carceragem do 77º DP (Santa Cecília) e Jatobá, a do 89º DP (Portal do Morumbi). Houve tumulto na saída dos dois. Na saída, em meio ao tumulto, ela afirmou: "Não sou assassina".
A Polícia Civil deve ouvir mais testemunhas do caso neste sábado (12), na 9ª DP (Carandiru). Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, a polícia deve começar a colher os depoimentos por volta das 14 horas, mas não informou quantas pessoas serão ouvidas, nem os nomes das testemunhas.
Perícia
Desde o crime, há 13 dias, a Polícia Civil ouviu o depoimento de mais de 40 testemunhas e a perícia retornou diversas vezes ao local do crime, o prédio em que o pai de Isabella mora, e aos arredores --as imagens feitas pelo circuito interno de vigilância do prédio da frente, que revelariam o horário em que a família de Isabella chegou ao prédio, são analisadas.
Quanto ao desdobramento do caso, o advogado do casal, Marco Polo Levorin disse à Folha Online que "aguarda a conclusão das provas". "A investigação está em curso. Não há um conjunto consistente de provas. Vamos esperar a conclusão do inquérito e a apuração das provas", disse.
O inquérito, atualmente, corre em segredo, por determinação do delegado Calixto Calil Filho, do 9º DP (Carandiru), que preside o procedimento.
Leia mais
- Ana Carolina, mãe de Isabella, afirma que a filha nunca havia sido agredida
- Para polícia, madrasta bateu em Isabella e pai jogou menina pela janela
- "Me condenam por algo que não fiz", diz pai de Isabella em carta à TV; leia íntegra
- Vizinho fala em depoimento que ouviu discussão antes da morte de Isabella
- "Que a justiça seja feita agora", diz mãe de Isabella
- "Eu não sou assassina", afirma madrasta de Isabella
- Pai diz que se desesperou ao ver filha caída
- Ciúme marcava relação de pai e madrasta de Isabella
- Ela chora e fala dos filhos, diz pai da madrasta de Isabella
- Avô de Isabella nega briga no apartamento antes da morte
Livraria
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
Especial

