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Cotidiano
13/04/2008 - 22h45

Avô de Isabella nega briga no apartamento antes da morte

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da Folha Online

Antonio Nardoni, avô de Isabella e pai de Alexandre Nardoni, negou neste domingo, em reportagem ao "Fantástico" (Globo), que seu filho e a mulher, Anna Carolina Jatobá, tenham discutido na noite em que a menina morreu, como alega a promotoria.

"Não houve briga, eu tenho absoluta certeza, se alguém está dizendo que ouviu briga deve ter ouvido em algum dos prédios em volta e pode ter tido a impressão que fosse lá, mas com absoluta certeza não teve nada disso", disse o avô de Isabella.

Antonio também afirmou que foi sua a idéia de que o casal ficasse hospedado em sua casa após a prisão e que os dois estão muito abalados.

O pai de Alexandre voltou a dizer que acredita na inocência do filho e da nora e que todos estão sentindo saudade de Isabella, de 5 anos. Ele afirmou que vai vender os dois apartamentos que a família tem no prédio e que a expectativa é que os laudos comprovem a inocência do casal.

Para ele, o filho e a nora não tinham motivação para o crime. "O que eu espero realmente é que os laudos cheguem para que a gente possa realmente pôr um fim a isso. A partir disso ver se a gente consegue recuperar a nossa vida", afirmou.

Neste domingo a delegada-assistente do 9º DP (Carandiru) ouviu uma moradora do prédio, que alegou não estar em casa na noite do crime. No total, 49 pessoas foram ouvidas pela polícia.

Isabella Nardoni morreu após ser encontrada caída no jardim do prédio onde mora o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá.

De acordo com a polícia, Nardoni e Jatobá só devem voltar a ser ouvidos quando os laudos forem concluídos. Eles foram libertados na última sexta-feira (11), após nove dias de prisão por terem sido apontados pela Polícia Civil como suspeitos da morte da menina.

Na próxima semana, a polícia deve ouvir a tia de Isabella, Cristiane Nardoni. A polícia quer saber detalhes do telefonema sobre a morte da sobrinha, que ela recebeu quando estava em um bar. Ontem, a delegada Renata Pontes, o depoimento de Cristiane "não é prioridade" e ela será ouvida "no momento oportuno".

Desde o crime, a perícia retornou diversas vezes ao apartamento em que o pai de Isabella mora, e aos arredores --as imagens feitas pelo circuito interno de vigilância do prédio da frente, que revelariam o horário em que a família de Isabella chegou ao prédio, são analisadas.

 

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