Família diz estar certa de que casal é inocente no caso da morte de Isabella
da Folha de S.Paulo
O avô de Isabella, Antonio Nardoni, e a madrinha e tia da menina, Cristiane Nardoni, defenderam ontem, em entrevistas, a inocência do casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá.
Disseram ter "certeza absoluta" de que os dois não são culpados pela morte da garota e relataram que eles estão muito abalados e choram bastante desde que saíram, na última sexta-feira, da prisão --onde ficaram nove dias e acabaram libertados por ordem judicial.
Cristiane afirmou que coloca a "mão no fogo" pelo casal, disse que nunca protegeria seu irmão se ele fosse culpado e que ele e a madrasta de Isabella são vítimas de injustiça.
"A população está condenando eles precipitadamente, por coisas que eles não fizeram", declarou ela à TV Record.
Antônio Nardoni, avô de Isabella, afirmou à TV Globo que sua família está "em prisão domiciliar" por conta da morte da menina. Disse que seu filho Alexandre tem chorado ao acompanhar as notícias pela TV e que não há condições nem de levá-lo ao cemitério para visitar o túmulo da menina.
"Tenho a absoluta certeza de que não foram eles. O que espero realmente é que os laudos cheguem para que a gente possa pôr um fim a isso e tentar ver se a gente consegue recuperar a nossa vida", disse.
Cristiane afirmou que sua fé na inocência do irmão e da madrasta da menina se deve ao "vínculo de confiança" de sua família, que ela diz ser unida.
"Temos um vínculo de confiança uns com os outros. Se eles tivessem feito algo desse tipo, teriam nos contado. Eu acredito fielmente neles."
Ela afirmou que seu irmão Alexandre "nunca levantou a mão" para Isabella, "muito menos bateria nela". Disse não saber quem pode ter jogado a menina no último dia 29 do 6º andar do edifício onde vivia na zona norte de São Paulo, mas que essa "outra pessoa" é "cruel" e "má", "psicopata".
"Uma pessoa que faz uma maldade dessa posso até nomeá-la de monstro", declarou.
Antônio Nardoni negou a discussão entre Alexandre e Anna Jatobá que vizinhos disseram à polícia terem ouvido momentos antes do crime. "Não houve briga, eu tenho absoluta certeza que, se alguém está dizendo que ouviu briga, pode ter ouvido em algum dos prédios em volta e pode ter tido a impressão que fosse lá", afirmou ele à TV Globo.
O avô de Isabella também deu sua explicação ao fato de seu filho e da madrasta de Isabella, Anna Jatobá, terem ligado primeiro para a família após a morte da menina, em vez de solicitar socorro à polícia ou aos bombeiros imediatamente.
"Desde quando eles saíram de casa nós temos uma norma que é assim: quando você tem algum problema um liga pro outro primeiro. Então ocorreu um fato grave a primeira preocupação foi avisar no sentido de pedir ajuda pra correr e pra ajudar", disse Antonio Nardoni.
Ele também declarou que esteve no apartamento onde Isabella vivia acompanhado de parentes no dia seguinte ao crime, depois de pedirem autorização, para pegar as roupas dos dois filhos do casal.
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