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Cotidiano
14/04/2008 - 11h27

Polícia ouve 52 no caso Isabella e aguarda depoimento de tia

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

A Polícia Civil já ouviu 52 pessoas durante as investigações da morte da menina Isabella Nardoni, 5. Por volta das 11h desta segunda-feira, um casal, morador do prédio onde a criança foi morta, chegou ao 9º DP (Carandiru, zona norte de São Paulo) para também ser ouvido. Os nomes não foram informados.

A Folha Online apurou que policiais da delegacia consideram importante o depoimento de Cristiane Nardoni, tia da menina. A polícia quer saber detalhes do telefonema sobre a morte da sobrinha, que ela recebeu quando estava em um bar.

Ainda não há, no entanto, confirmação da data para que Cristiane seja ouvida. No fim de semana, a delegada-assistente Renata Pontes disse que o depoimento ocorrerá no "momento oportuno".

Além das pessoas já ouvidas, a defesa do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, 29, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, 24, pede que outras pessoas prestem depoimento. Por isso, entregou uma lista à polícia.

Nesta segunda, o advogado Rogério Neres de Souza afirmou que até o final do dia a defesa do casal deve ter conhecimento dos relatos ouvidos pela polícia e que nenhuma das pessoas indicadas foi convocada ainda.

Segundo ele, a Polícia Civil informou que existe uma ordem de depoimentos a ser seguida e que, depois, os nomes apontados pela defesa do casal deverão ser chamados.

Defesa

O avô de Isabella, Antonio Nardoni, e a madrinha e tia da menina defenderam ontem (13), em entrevistas, a inocência do casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá.

Disseram ter "certeza absoluta" de que os dois não são culpados pela morte da garota e relataram que eles estão muito abalados e choram bastante desde que saíram, na última sexta-feira, da prisão --onde ficaram nove dias e acabaram libertados por ordem judicial.

"A população está condenando eles precipitadamente, por coisas que eles não fizeram", declarou Cristiane à TV Record.

Antônio Nardoni afirmou à TV Globo que sua família está "em prisão domiciliar" por conta da morte da menina. Disse que seu filho Alexandre tem chorado ao acompanhar as notícias pela TV e que não há condições nem de levá-lo ao cemitério para visitar o túmulo da menina.

 

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