Cotidiano
14/04/2008 - 13h18

Lula cobra ação de prefeitos contra a dengue; convênio prevê vistoria em imóveis no Rio

da Folha Online
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta segunda-feira uma interação entre as diferentes esferas do governo e transferiu às prefeituras a responsabilidade para combater a dengue no país. No Rio, que sofre com uma epidemia da doença, um convênio será assinado hoje entre o governo do Estado e empresas de dedetização para que vistorias sejam feitas nos quarteirões de imóveis cujos proprietários contratarem os serviços.

No programa de rádio "Café com o Presidente", Lula afirmou que combate à doença será discutido durante a 11ª Marcha em Defesa dos Municípios, evento que vai reunir prefeitos de todo o país a partir de terça-feira (15), em Brasília.

"E nessa Marcha, sobretudo, nós temos que fazer um chamamento aos prefeitos para o combate à dengue, por exemplo. Cada prefeito precisa assumir a responsabilidade de cuidar com muito carinho da sua rua, do seu bairro, da sua vila e da sua cidade", afirmou.

Rio

O convênio que será assinado hoje entre as empresas de dedetização e as Secretarias Estaduais de Saúde e do Ambiente do Rio prevê o combate a possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, e envolve 200 empresas.

O governo do Estado informou que o material será bancado pelas próprias empresas. A Secretaria de Saúde afirmou que poderá supri-las, caso seja necessário. Os funcionários das empresas que fazem parte do acordo serão capacitados para fazer o trabalho, também de acordo com o governo do Estado.

Pela manhã, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, inaugurou mais uma tenda de hidratação para pacientes com dengue, próximo ao hospital do Andaraí, na zona norte. Na tarde de hoje, ele participará da abertura de uma outra, dentro do hospital Albert Schweitzer, em Realengo (zona norte).

No sábado (12), cerca de 3.000 pessoas participaram do segundo mutirão voluntário do ano para combater focos de dengue. Segundo a Secretaria Estadual de Governo do Rio, os voluntários percorreram 96 comunidades de baixa renda da região metropolitana e identificaram 3.254 focos do mosquito, entre caixas d"água abertas e água parada acumulada em poças e tanques, em 22.638 residências vistoriadas.

Desde o começo do ano, 82 mortes foram confirmadas no Estado do Rio devido à dengue --50 na cidade do Rio.

Comentários dos leitores
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
Rogerio Rocha (302) 10/06/2008 14h24
SAO PAULO / SP
Como havia predito, ninguém mais vem a este fórum. Perdeu o interesse, mas a dengue continua.
Agora o estado onde ela está crescendo é a Bahia.
Continua tendo a certeza de que a expansão da dengue conta com uma contribuição significativa da população que não tem as mais básicas noções de higiene, saúde e civilidade. Porém o grande agente que poderia reverter este quadro também não faz a sua parte. E que agente é este? Simplesmente o poder executivo (municipal, estadual e federal - traduzindo para alguns: prefeito, governador e presidente da república) através dos seus gentes de saúde e de publicidade.
E agora, na Bahia, não adianta culpar PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não seja o pt.
E mais uma vez quem perde é o cidadão que sustenta com os seus impostos esta turma que, independente de partido, não gosta de trabalhar.
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Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Frbezerra Bezerra (1) 29/05/2008 09h58
Há um pequeno programa que espanta mosquitos, antimosxp, é só procurar no Google, e instalar em todos os computadores do Rio de Janeiro, para afastar os bixinhos danados.
Este programa emite uma frequencia que afasta os voadores, e não pertuba o ouvido humano.
É o que pensei para ajudar os amigos cariocas.
3 opiniões
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José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
José Rubem Tavares França (1) 28/05/2008 21h03
RIO DE JANEIRO / RJ
É de se lamentar, que o sr presidente Lula, que antigamente era radicalmente contra a CPMF, agora ele quer por qualquer custo, colocar este deprimente imposto com outra cara.
Atenciosamente,
José Rubem.
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