Cotidiano
14/04/2008 - 22h18

Polícia prende 2 suspeitos do seqüestro de filho de Mauricio de Sousa

FÁBIO AMATO
da Agência Folha, em São José dos Campos

A Polícia Civil de São José dos Campos (91 km de São Paulo) prendeu nesta segunda-feira dois homens suspeitos de terem participado do seqüestro do filho do quadrinista Mauricio de Sousa, Marcelo, 9, da mãe do menino e ex-mulher de Sousa, Marinalva, 39, e do filho dela de dois anos, Vitor Hugo.

Alessandro Rodrigues de Souza, 24, conhecido como Lê, e Francisco Leandro Santos, 29, conhecido como Gordo, foram presos por volta das 17h30 em uma casa no bairro Jardim Colonial, na zona sul de São José dos Campos.

Segundo o delegado do Deas (Delegacia Especializada Anti-Seqüestro) de São José, Leon Nascimento Ribeiro, Souza foi reconhecido pelas vítimas como um dos cinco seqüestradores que invadiram a chácara da ex-mulher do quadrinista, na zona rural do município, na noite do dia 19 de março.

Já Santos é apontado como responsável por vigiar os arredores da chácara no dia do seqüestro, para avisar o grupo caso a polícia se aproximasse do local. "Na hora do seqüestro, o Gordo foi parado em uma blitz que a Polícia Militar realizava próximo da chácara. Ele estava dirigindo um Gol que está registrado no nome do pai do Lê", disse o delegado.

O advogado dos dois suspeitos, Carlos Abner da Silva, negou ontem o envolvimento deles no seqüestro. "Eles não participaram do seqüestro. Eu ainda não tenho conhecimento dessas informações [passadas pelo delegado]", disse.

Já são três os suspeitos de participação no crime presos desde a semana passada. O primeiro a ser preso foi Peterson Nascimento da Silva, 23. A prisão dele aconteceu na tarde do dia 6 de abril, poucas horas antes da libertação das vítimas.

Segundo a polícia, foi Silva quem deu informações sobre a localização do cativeiro, uma casa em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Ele era foragido de um presídio da região desde fevereiro, onde cumpria pena por roubo.

De acordo com o delegado do Deas, foi Silva o responsável pelos cativeiros (foram quatro até a libertação).

Marinalva e os dois filhos ficaram por 18 dias em poder dos criminosos e foram libertados na noite de 6 de abril. Ao perceberem a aproximação da polícia, os seqüestradores ainda tentaram fugir por um matagal levando as vítimas com eles. Mas desistiram no caminho e os três conseguiram fugir.

 

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