Perícia aponta que assassino segurava Isabella pelos braços
da Folha Online
Peritos do IC (Instituto de Criminalística) concluíram que o assassino da menina Isabella Nardoni, 5, a segurou com os braços esticados antes de soltá-la do 6º andar do edifício London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo, revela reportagem de Luis Kawaguti publicada na edição desta terça-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a perícia, Isabella havia sido asfixiada e estava desacordada quando foi jogada pela janela, de cabeça para cima, no dia 29 de março último. Informações iniciais apontavam que a menina teria sido atirada do prédio de cabeça para baixo. Ontem, porém, a Folha teve acesso a informações mais recentes dos peritos.
A reportagem mostra que os peritos não têm certeza, no entanto, se o assassino passou as pernas da menina pelo buraco da tela, segurando-a pelos braços, ou se primeiro inseriu seu quadril pelo furo. Em outra opção, Isabella estaria com o corpo dobrado ao passar pelo buraco, revela a Folha.
Os peritos também encontraram mais uma pegada no quarto de onde a menina foi jogada. A pessoa teria escorregado ao tentar subir na cama para supostamente ter acesso à janela. Antes, parte de uma pegada já havia sido encontrada em uma cama. Calçados do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram apreendidos para serem confrontados com as marcas.
Roupas
Roupas da menina e da madrasta foram entregues ontem à Polícia Civil. Uma das roupas, que pertencia a Isabella, teria sido usada pela menina no dia em que foi morta. Ela aparece vestindo a peça no vídeo gravado pelo circuito de segurança do supermercado Sam's Club, em Guarulhos (Grande São Paulo), horas antes do crime.
Os advogados Ricardo Martins e Rogério Neres, que fazem a defesa da madrasta e do pai da menina, Alexandre Nardoni, 29, entregaram as roupas no 9º Distrito Policial (Carandiru), que centraliza as investigações sobre a morte.
Depoimentos
A Polícia Civil já ouviu mais de 50 pessoas durante as investigações sobre o crime. A Folha Online apurou que policiais da delegacia consideram importante o depoimento de Cristiane Nardoni, tia da menina. A polícia quer saber detalhes do telefonema sobre a morte da sobrinha, que ela recebeu quando estava em um bar.
Ainda não há, no entanto, confirmação da data para que Cristiane será ouvida. Além das pessoas já ouvidas, a defesa do casal pede que outras pessoas prestem depoimento. Por isso, entregou uma lista com ao menos 22 nomes à polícia.
| Editoria de Arte/Folha Imagem | ||
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