Mãe de Isabella está "em paz", dizem amigos
MARIANA SANT'ANNA
Colaboração para a Folha Online
O comerciante Massataka Ota, pai do menino Ives Ota --assassinado em 1997--, esteve na manhã desta quinta-feira na casa de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, e afirmou que a família está "em paz". A menina morreu no último dia 29, depois de ser jogada do apartamento de seu pai, no Carandiru (zona norte de São Paulo).
"Eles estão em paz com eles mesmos, isso que é importante", disse Ota ao deixar a residência da família, na Vila Gustavo, também na zona norte da cidade. Ele disse que foi convidar os parentes de Isabella para uma campanha pela paz, que deve ocorrer após o fim do Campeonato Paulista.
O filho de Massataka foi seqüestrado e morto em 1997, quando tinha 8 anos. Depois do crime, ele fundou uma ONG e acompanha casos de violência semelhantes. Na missa de 7º dia de Isabella, Massataka sentou ao lado da mãe da garota.
Vera Lucia Zonellatto, amiga da família, também visitou Ana Carolina hoje e disse que ela está "tranqüila". Outra amiga de Ana Carolina, que não se identificou, também esteve na casa para prestar solidariedade.
A polícia continua ouvindo nesta quinta-feira depoimentos de testemunhas do crime. A avó paterna de Isabella, Maria Aparecida Alves Nardoni, chegou à delegacia que investiga a morte da menina pouco depois das 10h, acompanhada do marido, Antonio Nardoni, e de um advogado. Segundo a Secretaria da Segurança, ela integra a lista com 22 nomes apresentada à polícia pela defesa do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Entre as outras pessoas já ouvidas, 55 foram convocadas durante as investigações e outras duas também foram indicadas pelos advogados de defesa do casal.
Na noite de ontem (16), duas professoras de Isabella prestaram depoimento. A polícia informou que elas relataram o comportamento da menina --como músicas que gostava-- e como era o desenvolvimento da criança na escola.
Alexandre e Anna Carolina prestarão novo depoimento à polícia amanhã (18), quando Isabella completaria seis anos. Antonio Nardoni, o avô, e Cristiane, tia da menina, serão ouvidos sábado.
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