Cotidiano
17/04/2008 - 19h49

Polícia isola delegacia para depoimento de pai e de madrasta de Isabella

RENATO SANTIAGO
da Folha Online

A Polícia Civil e a CET preparam um esquema para isolar a área onde fica o 9º DP, no Carandiru (zona norte de São Paulo), para os depoimentos do pai e da madrasta da menina Isabella --Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá--, que ocorrem sexta-feira (18). No mesmo dia, a criança --morta no último dia 29--, completaria seis anos.

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A população e a imprensa ficarão afastadas da delegacia. A rua dos Camarés, onde fica o DP, será interditada. A expectativa é de que o casal, suspeito de envolvimento na morte da menina, seja levado até o local escoltado pela polícia.

O atendimento ao público foi direcionado para o 19º DP (Vila Maria). Funcionários do plantão do 9º DP serão encaminhados para ajudar no atendimento do outro distrito.

A imprensa ficará confinada em uma tenda na rua, com cerca de cem cadeiras. Homens da Polícia Civil já demarcaram a área, que deve ser cercada com grades --já deixadas na frente da delegacia. Quatro banheiros químicos --dois masculinos e dois femininos-- foram instalados ao lado do DP.

Apesar de confirmar a interdição da via, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ainda não divulgou o esquema de trânsito para a região.

Tumulto

No último dia 11, após cumprir nove dias de prisão temporária e serem libertados por decisão da Justiça, Nardoni e a mulher deixaram as delegacias sob tumulto e gritos da população que se aglomerava em frente ao 77º DP (Santa Cecília) e ao 89º DP (Portal do Morumbi).

Na ocasião, policiais relataram que Jatobá chorou ao saber que seria solta e, em meio à confusão formada na saída, disse: "Não sou assassina." Policiais afirmaram ainda que Nardoni ficou assustado com a confusão promovida pela imprensa e por curiosos em frente à delegacia.

Ontem (16), curiosos que se aglomeram na rua chutaram o portão da garagem da residência da família Nardoni, na zona norte de São Paulo. Na ocasião, Cristiane Nardoni, irmã do pai de Isabella, ao ouvir os gritos dos curiosos, saiu no portão e disse: "Não chama assassino [sic]. Eu vou chamar a polícia se vocês não pararem".

A Polícia Militar foi acionada e voltou a ser chamada nesta quinta, quando um grupo protestava em frente ao imóvel.

 

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