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Cotidiano
18/04/2008 - 08h20

Sob esquema de segurança, Alexandre e Anna Carolina voltam a depor

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da Folha Online

O pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni serão novamente ouvidos pela Polícia Civil de São Paulo nesta sexta-feira sobre o assassinato da menina, sob forte esquema de segurança. Também hoje, a criança completaria seis anos.

Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, prestarão o segundo depoimento à polícia desde a morte de Isabella, ocorrida no dia 29 de março, enquanto passava o fim de semana na casa do casal. A menina sofreu tentativa de asfixia e foi jogada do sexto andar do edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte).

Andre Vicente/Folha Imagem
Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que foi jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo
Ana Carolina Cunha de Oliveira e a filha, Isabella, 5, que foi jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo

O pai e a madrasta são suspeitos de envolvimento no crime. Eles deverão ser escoltados até o 9º DP (Carandiru), que concentra as investigações, e serão ouvidos em celas separadas.

A expectativa é de que o casal chegue à delegacia por volta das 10h30. A previsão da Secretaria da Segurança é de que cada um seja ouvido por, aproximadamente, seis horas.

Indiciamento

Reportagem publicada pela Folha mostra que a madrasta e o pai, Alexandre Nardoni, devem ser indiciados pela morte da criança. A polícia também deve pedir a prisão preventiva de ambos.

Desde a morte da menina, mais de 50 pessoas foram ouvidas pela polícia. Ao menos três delas foram indicadas pela defesa do casal.

À polícia a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira disse acreditar que o pai e a madrasta de Isabella podem ter, "de alguma forma", envolvimento direto na morte da criança.

Ontem (17), Antonio Nardoni, avô paterno de Isabella, disse acreditar que a mãe "tenha exagerado". Ele defendeu a inocência de Alexandre e de Anna Carolina e disse que se seu filho fosse culpado pela morte da garota "ele já teria assinado a confissão".

Isolamento

Devido à grande movimentação no entorno da delegacia, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a polícia montaram um esquema para isolar o local e e evitar tumultos.

A imprensa deverá ficar confinada em uma tenda, montada na rua dos Camarés, em frente ao DP. Banheiros químicos foram instalados nas proximidades. A população será mantida afastada da entrada da delegacia

O atendimento na delegacia foi suspenso devido aos depoimentos --os trabalhos foram direcionados para o 19º DP (Vila Maria).

Tumulto

No último dia 11, após cumprir nove dias de prisão temporária e serem libertados por decisão da Justiça, Nardoni e a mulher deixaram as delegacias sob tumulto e gritos da população que se aglomerava em frente ao 77º DP (Santa Cecília) e ao 89º DP (Portal do Morumbi).

Na ocasião, policiais relataram que Jatobá chorou ao saber que seria solta e, em meio à confusão formada na saída, disse: "Não sou assassina." Policiais afirmaram ainda que Nardoni ficou assustado com a confusão promovida pela imprensa e por curiosos em frente à delegacia.

Ontem (16), curiosos que se aglomeravam na rua chutaram o portão da garagem da residência da família Nardoni, na zona norte de São Paulo. Na ocasião, Cristiane Nardoni, irmã do pai de Isabella, ao ouvir os gritos dos curiosos, saiu no portão e disse: "Não chama assassino [sic]. Eu vou chamar a polícia se vocês não pararem".

A Polícia Militar foi acionada e voltou a ser chamada na quinta (17), quando um grupo protestava em frente ao imóvel.

 

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