Sob tumulto, Alexandre e Anna Carolina deixam casa e seguem para depoimento
da Folha Online
O pai e a madrasta de Isabella Nardoni deixaram por volta das 10h55 desta sexta-feira a casa da família, na região do Tucuruvi (zona norte de São Paulo), e seguem em direção ao 9º DP (Carandiru), onde prestarão novo depoimento sobre a morte da menina. Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, deixaram o local sob tumulto. Policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais) foram acionados para acompanhar a saída do casal.
Além de jornalistas, muitos curiosos cercavam a casa. O casal tentou sair por volta das 10h25, mas devido à confusão, o veículo recuou novamente à garagem, atrasando a saída. Policiais militares foram obrigados a montar um cordão de isolamento em frente ao imóvel.
O casal, que sairia em carro particular, deixou a casa protegido por escudos da polícia e seguiu em direção à delegacia em um veículo do GOE, sob gritos de "assassinos". Anna Carolina deixou a casa chorando. Seguranças particulares, contratados pela família Nardoni, também permanecem na residência.
Nesta sexta, Isabella completaria seis anos. Ela foi jogada do sexto andar do apartamento do pai, também na zona norte, no último dia 29. Para a polícia, Alexandre e Anna Carolina são suspeitos do crime.
Ao chegar à casa dos pais de Nardoni, na manhã de hoje, o advogado Ricardo Martins afirmou que a família Nardoni "está sendo julgada com crueldade". "Não julguem para não serem julgados", afirmou.
A previsão da Secretaria da Segurança é de que cada um seja ouvido por, aproximadamente, seis horas.
Indiciamento
Reportagem publicada pela Folha mostra que a madrasta e o pai, Alexandre Nardoni, devem ser indiciados pela morte da criança. A polícia também deve pedir a prisão preventiva de ambos.
Desde a morte da menina, mais de 50 pessoas foram ouvidas pela polícia. Ao menos três delas foram indicadas pela defesa do casal.
À polícia a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira disse acreditar que o pai e a madrasta de Isabella podem ter, "de alguma forma", envolvimento direto na morte da criança.
Ontem (17), Antonio Nardoni, avô paterno de Isabella, disse acreditar que a mãe "tenha exagerado". Ele defendeu a inocência de Alexandre e de Anna Carolina e disse que se seu filho fosse culpado pela morte da garota "ele já teria assinado a confissão".
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