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Cotidiano
18/04/2008 - 13h07

Com depoimentos, polícia define se fará acareação entre pai e madrasta de Isabella

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da Folha Online

Os depoimentos de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá --pai e madrasta de Isabella --podem definir uma acareação entre os dois. O casal fala à polícia nesta sexta-feira pela segunda vez desde o assassinato da menina, em 29 de março último.

Alexandre e Anna Carolina chegaram ao 9º DP (Carandiru, zona norte de São Paulo) por volta das 11h, sob gritos de "assassinos". Mais cedo, o advogado da família disse que a família "está sendo julgada com crueldade". "Não julguem para não serem julgados", afirmou Ricardo Martins.

O pai de Isabella começou a depor por volta das 11h45. Ele é ouvido pela delegada-assistente Renata Helena Silva Pontes e está acompanhado de três advogados. O promotor Francisco Cembranelli também acompanha o depoimento --que tem expectativa para durar seis horas.

03.abr.08/Folha Imagem
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, depõem no 9º DP, em São Paulo
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, depõem no 9º DP, em São Paulo

Depois, será ouvida a madrasta da menina. Durante o depoimento do marido, ela deve ficar em uma sala da chefia dos investigadores, onde também está Antonio Nardoni, pai de Alexandre.

A partir das declarações, a delegada-assistente e o titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, decidirão se será necessária a realização de uma acareação entre o casal.

Após Isabella ser jogada do sexto andar do apartamento do casal, o pai e a madrasta de Isabella afirmaram que uma pessoa havia invadido o imóvel e cometido o crime. Eles devem manter a versão no depoimento de hoje. A polícia, no entanto, diz não acreditar na possibilidade de uma terceira pessoa, e coloca o casal como suspeito.

Amanhã (19), Antonio e a filha, Cristiane, também devem prestar depoimento como parte das investigações sobre a morte de Isabella.

Confusão

A saída de Alexandre e Anna Carolina da casa da família Nardoni e a chegada à delegacia para depoimento foi marcada por tumulto.

Eles tentaram deixar o imóvel, na zona norte da cidade, por volta das 10h25. No entanto, devido à confusão, recuaram e aguardaram a chegada de policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais). Policiais militares foram obrigados a montar um cordão de isolamento em frente ao imóvel.

O casal, que sairia em carro particular, deixou a casa protegido por escudos da polícia e seguiu em direção à delegacia em um veículo do GOE, sob gritos de "assassinos".

Em frente à delegacia, apesar do forte esquema de segurança montado, um grupo de manifestantes aguardava a chegada do casal, também recebido com gritos de "assassinos".

Isabella

Ana Carolina Cunha de Oliveira, mãe de Isabella, visitou hoje o túmulo da menina no cemitério Parque dos Pinheiros, na região norte de São Paulo.

De acordo com informações da administração, Ana Carolina chegou por volta das 8h, acompanhada de outra pessoa. Às 9h40, a mãe de Isabella já havia deixado o cemitério.

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