Chuvas fortes causam aumento nos casos de dengue no Nordeste
da Agência Folha
As chuvas fortes que atingem o Nordeste há cerca de um mês têm contribuído para o aumento da dengue na região. As notificações da doença neste ano já estão 48% acima do que foi registrado no mesmo período de 2007. São 23 mortes pela doença confirmadas na região e outros 56 óbitos sob suspeita.
Sergipe foi o Estado em que a doença mais avançou em 2008. As notificações de dengue de janeiro a abril já superam em 1.226% os casos notificados no mesmo período em 2007. Sete pessoas --quatro delas crianças-- já morreram em decorrência da doença. Outras oito mortes estão sob investigação e 20 cidades do Estado enfrentam epidemia de dengue.
"Estamos com uma situação climática atípica, onde a chuva associada a altas temperaturas torna o ambiente favorável ao mosquito que transmite o vírus da dengue", disse a gerente de Antropozoonozes da Secretaria da Saúde de Sergipe, Sidney Sá.
No Rio Grande do Norte, as notificações de dengue hemorrágica, forma mais grave da doença, cresceram quase dez vezes neste ano ante o mesmo período de 2007. Segundo a Saúde estadual, já foram notificados 577 casos de dengue hemorrágica em 2008, contra 59 no ano passado.
A secretaria reconheceu deficiências no combate aos focos do Aedes Aegypti, mas atribuiu o problema ao número de faltas ao trabalho dos agentes de saúde. Segundo o órgão, foram 24 mil ausências em 2007, a maior parte provocada por greves ou justificada em atestados médicos.
Em Alagoas, 14 bairros de Maceió e dois municípios (Craíbas e Palestina) estão com epidemia de dengue (mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes). Outros 20 municípios do Estado estão em situação de alerta para a doença. As notificações aumentaram 136% em relação a 2007.
Para a diretora de Vigilância Epidemiológica de Alagoas, Cleide Moreira, a chuva, que começou mais cedo neste ano, foi um dos fatores para o aumento de notificações.
Na Bahia, as notificações aumentaram 160%. O secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, disse que as causas do avanço da doença são a "ausência de uma resposta efetiva de combate ao vetor [mosquito]" nos municípios, o calor e o regime de chuvas esparsas.
No Ceará, 9.388 casos de dengue clássica haviam sido notificados até esta sexta-feira, contra 8.200 nos quatro primeiros meses de 2007. Policiais militares estão sendo treinados para atuar como agentes sanitários e a ordem nos hospitais públicos é que todas as pessoas com sintomas sejam colocadas no soro. A Prefeitura de Fortaleza está aplicando multas a donos de locais onde são encontradas larvas do Aedes aegypti.
Apesar de o Estado ter sido atingido por fortes chuvas, as notificações de dengue no Maranhão caíram 60% em 2008. O superintendente da Vigilância Epidemiológica, Henrique Jorge, disse que a queda se deve à auto-imunização de parte da população após o surto ocorrido em 2007. "Como não houve mutação do vírus que está circulando, as pessoas que pegaram a dengue em 2007 estão imunizadas. Não houve melhoria do trabalho [de combate], mas uma questão imunológica", disse.
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Especial


Agora o estado onde ela está crescendo é a Bahia.
Continua tendo a certeza de que a expansão da dengue conta com uma contribuição significativa da população que não tem as mais básicas noções de higiene, saúde e civilidade. Porém o grande agente que poderia reverter este quadro também não faz a sua parte. E que agente é este? Simplesmente o poder executivo (municipal, estadual e federal - traduzindo para alguns: prefeito, governador e presidente da república) através dos seus gentes de saúde e de publicidade.
E agora, na Bahia, não adianta culpar PSDB, DEM ou qualquer outro partido que não seja o pt.
E mais uma vez quem perde é o cidadão que sustenta com os seus impostos esta turma que, independente de partido, não gosta de trabalhar.
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Este programa emite uma frequencia que afasta os voadores, e não pertuba o ouvido humano.
É o que pensei para ajudar os amigos cariocas.
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Atenciosamente,
José Rubem.
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