Rebelados libertam grávida em Campo Grande (MS); polícia negocia com presos
Colaboração para a Folha Online
Uma mulher que estava no complexo penitenciário de Campo Grande (MS) foi libertada neste domingo pelos presos que estão amotinados desde o início da tarde. Segundo a Polícia Militar (PM), ela é parente de um dos prisioneiros e está grávida.
A rebelião conta com o apoio de ao menos 175 presos do centro de triagem do complexo. De acordo com a PM, um agente penitenciário é mantido refém no local. Outras 76 pessoas --todas parentes dos presos-- também estariam no complexo, pois domingo é dia de visitas.
A polícia também informou que mandou cortar a luz e a água do presídio, a fim de apressar o fim do motim.
Informações preliminares da Companhia de Guarda e Escolta da PM (Polícia Militar) apontam que um dos presos, que seria o líder da rebelião, exige a transferência para um presídio federal. Ele afirma que está jurado de morte, de acordo com a polícia.
Segundo o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), o motim começou por volta das 13h, quando dois presos tentaram escapar pela porta da frente do centro de triagem. Com a fuga frustrada, renderam um dos dois agentes penitenciários que tomavam conta do local e, com seu revólver calibre 38, seguiram para o interior do centro. Lá, contaram com o auxílio de mais quatro presos para iniciar a rebelião. O outro funcionário do presídio conseguiu escapar.
De acordo com o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) de Campo Grande, a polícia conseguiu evitar que o motim se deflagrasse aos presídios de trânsito e de segurança máxima e ao instituto penal --que, juntamente com o centro de triagem, compõem o complexo presidiário da cidade. Policiais negociam a rendição e a libertação do refém.
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