Advogados chegam à delegacia para acompanhar depoimentos de avô e de tia de Isabella
da Folha Online
O advogados Ricardo Martins e Rogério Neres de Souza chegaram na tarde desta quarta-feira ao 9º DP (Carandiru, zona norte de São Paulo) para acompanhar os depoimentos de Antonio e de Cristiane Nardoni, avô e tia da menina Isabella, morta no último dia 29.
Os dois serão ouvidos na tarde de hoje, depois de dois adiamentos. As declarações são consideradas importantes pela polícia para concluir as investigações sobre o caso. A polícia deve questionar as ligações que ambos teriam recebido de Alexandre e de Anna Carolina Jatobá --pai e madrasta de Isabella-- logo após a menina ter sido jogada do sexto andar do apartamento do casal, na zona norte de São Paulo.
Ontem, a polícia informou que outras duas testemunhas seriam ouvidas hoje. Há confirmação de que ao menos uma presta depoimento, mas seu nome não foi confirmado.
Na manhã de hoje, os dois advogados da família Nardoni faretiraram cópias dos laudos produzidos pela polícia sobre a morte da garota. Os laudos --do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística)-- foram acrescentados ontem ao inquérito.
Na sexta-feira (18), o pai e a madrasta de Isabella foram ouvidos pela Polícia Civil e indiciados pelo crime. O casal nega envolvimento.
Investigação
A Polícia Civil tentará esclarecer se o advogado Antonio Nardoni e a filha dele, Cristiane, 20, tomaram algum tipo de atitude que pudesse prejudicar a investigação sobre o assassinato da menina, revela reportagem publicada na edição desta quarta-feira na Folha de S.Paulo (integra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a reportagem, a polícia desconfia que Cristiane, para proteger o casal, tentou limpar manchas de sangue que ficaram espalhadas em diversos pontos do apartamento, sob orientação do avô da menina. Tal fato poderia ser configurado como adulteração de cena do crime, mas o apartamento não foi imediatamente interditado pela polícia para a realização das sete perícias que ocorreram após a morte de Isabella.
Inicialmente, o avô e a tia de Isabella deveriam depor no último sábado, mas a defesa pediu o adiamento após o desgaste causado pelo depoimento do pai e da madrasta de Isabella, que permaneceram na delegacia por aproximadamente 17 horas, entre sexta e a madrugada de sábado. A data havia sido remarcada para ontem, quando os depoimentos foram remarcados.
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