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Cotidiano
23/04/2008 - 17h11

Avô e tia de Isabella chegam à delegacia debaixo de protestos

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da Folha Online

Antonio e Cristiane Nardoni, avô paterno e tia de Isabella Nardoni, 5, chegaram para prestar depoimento no 9º Distrito Policial (Carandiru) por volta das 16h20 desta quarta-feira sob protestos. Eles entraram pela porta lateral da delegacia. Pai e filha estão entre as quatro testemunhas consideradas imprescindíveis pela polícia para concluir o inquérito que investiga a morte da menina.

Ao menos 50 pessoas se aglomeraram em frente ao DP para protestarem contra a morte da menina. Alguns chamavam o avô e a tia de Isabella de "assassinos". A menina morreu no último dia 29 após ser arremessada do sexto andar do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni, 29, e a madrasta Anna Carolina Jatobá, 24. O casal é suspeito de ter envolvimento na morte da menina.

O depoimento de Antonio e Cristiane inicialmente foi marcado para esta terça-feira (22), mas foram remarcados para hoje. As identidades das outras duas testemunhas não foram reveladas pela polícia. Ao menos uma delas prestava depoimento no 9º DP por volta das 15h.

A Polícia Civil tentará esclarecer se Antonio Nardoni e a filha tomaram algum tipo de atitude que pudesse prejudicar a investigação sobre o assassinato da menina, como revela a reportagem publicada na edição desta quarta-feira na Folha (integra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a reportagem, a polícia desconfia que Cristiane, para proteger o casal, tentou limpar manchas de sangue que ficaram espalhadas em diversos pontos do apartamento, sob orientação do avô da menina. Tal fato poderia ser configurado como adulteração de cena do crime, mas o apartamento não foi imediatamente interditado pela polícia para a realização das sete perícias que ocorreram após a morte de Isabella.

Indignação

Entre os manifestantes que se reuniram em frente à delegacia estava a dona-de-casa Rosana Spaolonzi, 45, moradora da Vila Mazzei, que fica perto da casa dos pais do Alexandre.

Ela pagou R$ 90 para fazer uma faixa de aproximadamente cinco metros onde mandou escrever uma longa mensagem. Na faixa há elogios ao trabalho das polícias e pedidos de mudanças no Código Penal.

"Faz um mês que estou sofrendo com isso e resolvi fazer meu protesto, mas não sou favorável a ir até a casa de alguém e ficar chutando a porta, por isso fiz a faixa", disse Rosana.

Mesmo após a entrada de Antonio e Cristiane no DP, os manifestantes permanecem em frente à delegacia. A expectativa agora é pela saída de ambos, que também deve ser acompanhada de protesto.

 

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