Termina depoimento de tia da menina Isabella; avô é ouvido
da Folha Online
A Polícia Civil ouviu por aproximadamente duas horas, nesta quarta-feira, Cristiane Nardoni, 20, tia da menina Isabella, 5, assassinada no dia 29 de março. Por volta das 19h30, Antonio Nardoni, pai da moça e avô da criança, começou a ser ouvido no 9º DP (Carandiru, zona norte de São Paulo).
A polícia deve questionar as ligações que ambos teriam recebido de Alexandre e de Anna Carolina Jatobá --pai e madrasta da menina-- logo após Isabella ter sido jogada do sexto andar do apartamento do casal, também na zona norte da cidade.
O depoimento da tia de Isabella começou por volta das 17h20. Ela e o pai chegaram por volta das 16h20 à delegacia sob protestos. Ambos são considerados pela polícia testemunhas imprescindíveis para encerrar o inquérito sobre o caso.
| Eduardo Knapp/Folha Imagem |
![]() |
| Antônio Nardoni e a filha Cristiane, avô e tia paternos de Isabella; família diz ter medo de sair de casa desde a morte da menina |
Pouco antes de começar o depoimento de Cristiane, a polícia terminou de ouvir outras duas testemunhas --um casal de vizinhos do prédio onde a menina foi assassinada.
Isabella, que passava o fim de semana com o pai e com a madrasta, foi asfixiada e jogada do sexto andar do prédio. O casal foi indiciado pelo crime --ambos negam envolvimento.
A reconstituição do crime foi marcada para a manhã do próximo domingo (27). Para os trabalhos, a rua será interditada.
Cerco
Para evitar transtornos na saída de Antonio e Cristiane, a Polícia Civil isolou a calçada em frente ao distrito. Imprensa e manifestantes não poderão se aproximar da porta do DP no momento em que o avô e a tia de Isabella saírem.
Um cordão formado por policiais deve proteger pai e filha dos manifestantes e do assédio da imprensa.
A Polícia Civil tentará esclarecer se Antonio Nardoni e a filha tomaram algum tipo de atitude que pudesse prejudicar a investigação sobre o assassinato da menina, como revela a reportagem publicada na edição desta quarta-feira na Folha (integra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a reportagem, a polícia desconfia que Cristiane, para proteger o casal, tentou limpar manchas de sangue que ficaram espalhadas em diversos pontos do apartamento, sob orientação do avô da menina. Tal fato poderia ser configurado como adulteração de cena do crime, mas o apartamento não foi imediatamente interditado pela polícia para a realização das sete perícias que ocorreram após a morte de Isabella.
Leia mais
- Avô e tia de Isabella chegam à delegacia debaixo de protestos
- Advogados chegam à delegacia para acompanhar depoimentos de avô e de tia de Isabella
- Polícia aguarda depoimentos para concluir caso Isabella; quatro são ouvidos hoje
- Pedreiro volta à delegacia que investiga caso Isabella e nega invasão em obra
- Para promotor, Alexandre e Anna Carolina choraram mais durante entrevista à TV
- Para polícia, gritos de ajuda podem ter sido do irmão de Isabella
- Em show do padre Marcelo em SP, Xuxa comenta o caso Isabella
Outro lado
- 'Deus é nossa única testemunha', dizem pai e madrasta de Isabella à TV
- "Não julguem para não serem julgados", diz advogado de pai e madrasta de Isabella
- Alexandre se entregaria se fosse culpado, diz pai
- Mãe de Isabella diz que a filha nunca fora agredida
Livraria
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
Especial



