Inquérito do caso Isabella pode ser finalizado na segunda-feira
da Folha Online
Os policiais que investigam o assassinato da menina Isabella Nardoni, 5, ocorrido no último dia 29 de março, em São Paulo, podem concluir segunda-feira (28) o inquérito referente ao caso. Concluído, o inquérito --com os laudos periciais-- será entregue ao Ministério Público, que decidirá se denuncia os dois indiciados --o pai da menina, Alexandre Nardoni, e a mulher dele, Anna Carolina Jatobá-- à Justiça.
Embora o prazo para conclusão do inquérito seja de 30 dias, é comum que a Polícia Civil leve mais tempo para concluir os trabalhos, de acordo com o promotor de Justiça Francisco José Taddei Cembranelli. No caso Isabella, porém, é pouco provável que haja prorrogação.
Caso o inquérito seja concluído na segunda-feira, o último passo terá sido a reconstituição do crime que, de acordo com o promotor, está marcada para domingo (27). Não há confirmação de quem irá participar da reconstituição.
Ontem (23), Antonio e Cristiane Nardoni, avô e tia de Isabella por parte de pai, prestaram depoimento no 9º DP (Carandiru), na zona norte de São Paulo. Cada um dos depoimentos durou aproximadamente duas horas. Os dois chegaram à delegacia por volta das 16h, sob protestos de um grupo de pessoas, e saíram por volta das 19h30. Eles negaram ter tomado alguma atitude que pudesse ter prejudicado as investigações, como suspeitam os policiais.
Na saída de pai e filha, um homem atirou uma pedra contra o carro em que estavam os advogados de ambos. O homem foi levado para a delegacia, onde prestou esclarecimentos.
Outras duas testemunhas --um casal de vizinhos do prédio onde a menina foi assassinada-- também prestaram depoimento ontem. Chega a 64 o número de testemunhas no caso.
Indiciamento
Tanto o pai quanto a madrasta de Isabella negam as acusações feitas pela Polícia Civil. Os dois, desde o dia do crime, afirmam que uma terceira pessoa --provavelmente um ladrão ou um desafeto-- foi a autora do assassinato.
Isabella, que passava o fim de semana com o pai e com a madrasta, foi asfixiada e jogada do sexto andar do prédio em que o casal mora, na zona norte de São Paulo. O casal foi indiciado por homicídio qualificado --por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
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