Peritos encontraram vômito de Isabella em camiseta que seu pai usou na noite do crime
da Folha Online
Peritos encontraram vestígios de vômito de Isabella, 5, na camiseta que Alexandre Nardoni, 29, pai da menina, usava na noite em que ela morreu, de acordo com reportagem do "Jornal Nacional", da TV Globo. O vômito teria ocorrido depois que a menina foi esganada.
As informações estão no depoimento que Alexandre e sua mulher Anna Carolina Jatobá, 24, prestaram na sexta-feira (18) passada no 9º Distrito Policial (Carandiru), segundo a reportagem. Os policiais teriam apresentados provas técnicas que indicam que o casal matou Isabella, após Alexandre repetir a versão dele sobre o dia do crime, de acordo com a reportagem.
Eles falaram sobre o comportamento da menina e sobre o relacionamento com Anna. Nardoni disse que eles têm uma vida de casal comum, com brigas e ciúmes, típicas de qualquer relacionamento.
Segundo a TV, Nardoni disse que não viu a filha vomitar e foi informado pela polícia de que o vômito ocorreu após Isabella ser estrangulada, como uma reação do organismo.
Nardoni também não soube explicar como havia sangue da filha em seu carro. Ele voltou a dizer aos policiais que levou a menina no colo, sem ferimentos, para seu apartamento. Alexandre também não soube explicar como havia sangue de Isabella sob um sapato de Anna. Ele disse novamente que viu somente uma gota de sangue no lençol e na tela da janela do quarto de onde a menina foi arremessada.
Os policiais teriam dito a Alexandre que os peritos encontraram sangue no chão da sala e no sofá, com a ajuda de uma reagente químico. O sangue teria sido limpo e Alexandre disse que não viu esse sangue e não limpou, deduzindo que quem o teria feito é a mesma pessoa que ele diz ter entrado no apartamento.
Alexandre também foi questionado sobre como a pegada de seu chinelo estava no lençol da cama do quarto de onde a menina foi jogada. Ele afirmou que não tem hábito de pisar na cama com calçados que acabara de chegar da rua e que teria feito isso para alcançar a janela e fechá-la.
Insegura e ciumenta
Em seu depoimento, Anna se definiu como insegura e ciumenta. Admitiu que briga e fala palavrões, porém, que teria ficado mais madura com o nascimento dos filhos.
Anna também afirmou não ter visto Isabella machucada e também não soube dar explicações sobre o sangue encontrado pela perícia no carro do casal.
Sobre o sangue encontrado sob o pé direito de um dos seus sapatos, ela disse que em hipótese alguma os peritos podiam ter encontrado sangue sob seu calçado. Ela disse que chegou no apartamento usando um tamanco, deixou na cozinha e depois da queda de Isabella, saiu de casa descalça e assim foi para Guarulhos (Grande São Paulo) no apartamento de seus pais.
Ela disse que o sapato apreendido estava no apartamento dos pais e que há anos não usava. Então, repetiu, que não sabe explicar como o sangue pingou em seu calçado.
Anna também afirmou não saber sobre o vômito, disse que não limpou sangue no apartamento e que não apertou em momento algum o pescoço da menina.
A Promotoria disse que as respostas negativas do casal foram combinadas e que fazem parte da estratégia da defesa, segundo a reportagem.
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