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Cotidiano
28/04/2008 - 17h05

Relator de Conselho quer manter no cargo promotor acusado de assassinato em SP

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da Folha Online

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) voltou a julgar nesta segunda-feira o pedido de não-vitaliciamento do promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um rapaz e ferir outro a tiros em 2004, no litoral de São Paulo. O relator do processo, conselheiro Ernando Uchoa, votou a favor de vitaliciar e manter promotor no cargo.

Em setembro do ano passado, o CNMP decidiu, por unanimidade, em caráter temporário, suspender o vitaliciamento e afastar Schoedl das funções de promotor.

O caso foi levado para o CNMP pelo então procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, porque em agosto de 2007 o Colégio de Procuradores decidiu manter o promotor no cargo por um placar de 16 votos a 15. Com a decisão, Schoedl continuaria recebendo o salário de cerca de R$ 10.500 por mês e ganharia o direito de não ir a júri popular, ou seja, de ser julgado pelo crime pelo Órgão Especial do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo.

Além de Uchoa, outro conselheiro também votou pelo vitaliciamento de Schoedl, no entanto, outros cinco membros do CNMP pediram vista do processo e o julgamento foi adiado para o próximo dia 2 de junho. No total, o conselho tem 13 membros. Até o próximo julgamento, Schoedl continua afastado.

O promotor acusado continua a receber o salário até o julgamento final do CNMP.

Crime

O crime ocorreu na saída de um luau. As vítimas faziam parte de um grupo que teria mexido com a namorada de Schoedl. Ele foi preso horas depois do crime e alegou legítima defesa. O acusado disse que foi cercado após uma discussão e que disparou contra o chão, para dispersar os rapazes, que teriam imaginado que as balas eram de festim. Acuado, então, ele atirou na direção dos jovens.

Entretanto, ao contrário da versão apresentada por Schoedl, testemunhas ouvidas pela polícia disseram que, após passar pelo grupo de jovens, o promotor iniciou uma discussão, por achar que eles olharam para sua namorada. Em seguida, teria sacado a arma, atirado no chão e depois na direção dos garotos. Diego Mendes, 20, que era jogador de basquete, não resistiu aos ferimentos e morreu. Um outro jovem ficou ferido.

Comentários dos leitores
rosemeire de jesus gomes (1) 21/08/2008 18h48
rosemeire de jesus gomes (1) 21/08/2008 18h48
oromover justiça cometendo injustiça nào funciona sem opinião
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Casemiro Kovalevski (16) 19/08/2008 14h45
Casemiro Kovalevski (16) 19/08/2008 14h45
Eu ñ sei qual a preocupação dos "sabe c/ quem está falando?"....... É só encaminhar o "processo" p/ o gilmar mendes , e pronto , está resolvido...
O TRALHA estará solto e festejando c/ os apendices podres. E sua família estará à chorar nos vídeos contando estórias de sua infancia... È LAMENTÁVEL .
Realmente , ñ sei o que dizer........
Saudações
2 opiniões
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Werner Koenig (1) 19/08/2008 14h19
Werner Koenig (1) 19/08/2008 14h19
O foro privilegiado no Brasil é uma praga. O juiz em Fortaleza que friamente assassinou um segurança em um supermercado recebe pensão vitalícia. O promotor que em Araçatuba, bêbado, matou três pessoas de uma família, receberá tratamento diferenciado no seu julgamento. O promotor que, por obra e graça de seu advogado, foi colocado em liberdade após matar a sua esposa grávida, permanece foragido. E por que deveria ser diferente no caso de Thales Ferri Schoedl? Não importa se é culpado ou não. Os seus pares, antes de sua exoneração, já se manifestaram a favor de sua inocência. Culpa é um mero detalhe. 6 opiniões
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