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Cotidiano
28/04/2008 - 17h51

Condepe pede investigação sobre atuação da polícia no caso Isabella

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da Folha Online

O Condepe (Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana) pediu nesta segunda-feira que as Corregedorias das Polícias Militar e Civil investiguem a possibilidade de investigadores e PMs terem alterado o cenário encontrado no apartamento de Alexandre Nardoni, de onde foi jogada a menina Isabella, 5, em 29 de março.

O promotor que acompanha o caso, Francisco Cembranelli, e a Polícia Civil dizem que a cena do crime foi alterada pela irmã de Alexandre, Cristiane, e pelo pai dos dois, Antonio Nardoni. O avô de Isabella nega, e diz que o cenário foi alterado pelos policiais.

'Os policiais saíram do 9º DP --o Jair, o Espínola e o Teo--, pegaram a Anna Carolina, inclusive de uma forma arbitrária, porque levaram ela lá no apartamento sem avisar ninguém, para fazer uma reconstituição ilegal, abriram a geladeira, tomaram Coca-Cola, comeram todos os ovos de Páscoa das crianças, sentaram no sofá e assistiram televisão. Fizeram a maior farra lá. Isso aí ninguém fala', afirmou Antonio.

O requerimento do Condepe foi encaminhado ao secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e ao Ouvidor Geral de Polícia, Antonio Funari Filho. "Segundo as informações veiculadas pela imprensa, o local onde ocorreu o assassinato da menina Isabella não foi devidamente preservado", diz o requerimento. "É necessário o total esclarecimento desses fatos e das responsabilidades, exatamente para que essas ocorrências não contribuam para garantir a impunidade", finaliza o documento.

Em 1º de abril, o conselho encaminhou ofícios ao Ministério Público solicitando a designação de um promotor de Justiça para acompanhar o andamento do inquérito à secretaria pedindo a criação das delegacias especializadas para crianças adolescentes.

A Ouvidoria das Polícias informou que já encaminhou às corregedorias vários pedidos de investigação sobre atuação da polícia no caso Isabella, entre eles a preservação da cena do crime. Até agora, apenas o que gerou um inquérito contra a delegada Maria José Figueiredo, que chamou o pai de Isabella de assassino no dia da morte. O pedido do Condepe também deverá ser encaminhado.

A Secretaria da Segurança Pública também foi procurada, mas ainda não respondeu.

 

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