Polícia usou laudos do caso Isabella incorretamente, diz TV
da Folha Online
O trabalho dos peritos realizado nas roupas e no carro de Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella, foi usado incorretamente pela polícia durante os interrogatórios dele e da madrasta da criança, Anna Carolina Jatobá, segundo reportagem da edição desta terça-feira do "Jornal Nacional", da TV Globo.
De acordo com a reportagem, não é possível afirmar que havia vômito na roupa do pai, pois foi localizada apenas uma mancha amarela na calça dele, com material insuficiente para determinar se era vômito ou não.
Ainda de acordo com o "Jornal Nacional", o laudo diz que por causa da pouca quantidade de material encontrado no Ford Ka da família, não foi possível extrair DNA e determinar com certeza que havia sangue da menina no veículo.
Os delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, que conduzem as investigações, usaram tanto o sangue quanto o vômito como argumentos durante o depoimento do pai e da madrasta. Ambos foram indiciados depois de serem ouvidos pela polícia.
Evidências
Na tarde de ontem (28), o promotor Francisco Cembranelli disse já possuir elementos de provas suficientes para justificar uma ação penal contra Alexandre e Anna Carolina.
Cembranelli afirmou que após receber o documento irá aproveitar o feriado prolongado de 1º de maio (Dia do Trabalho) para análise do inquérito. Provavelmente, ele receberá o pedido de prisão preventiva por parte da polícia. Ele afirmou que denúncia (acusação formal) não deverá ser encaminhada à Justiça antes de segunda-feira (5).
Os advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins, que defendem o casal disseram ontem que só irão questionar o trabalho produzido pela Polícia Civil durante a fase de instrução na Justiça.
O advogado Antonio Nardoni, avô paterno de Isabella, classificou como "meio ridículo" as cenas a que assistiu pela TV da simulação do assassinato da menina feita anteontem pela polícia.
A Polícia Técnico-Científica concluiu que a madrasta de Isabella Nardoni, 5, foi a primeira a agredir a menina na noite do crime, em 29 de março. Segundo a perícia, Anna Carolina bateu na garota com uma chave tetra ainda no Ford Ka da família. A versão foi simulada no domingo (27) durante a reconstituição da morte da garota.
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