Sindicato de motoristas libera ônibus após paralisação em SP
MARCEL GUGONI
da Folha Online
O sindicato dos motoristas e trabalhadores de ônibus começou a liberar a partir das 5h desta quarta-feira as garagens das empresas de ônibus de São Paulo após uma paralisação de duas horas realizada para exigir reajuste salarial da categoria.
Segundo o Sindmotoristas (que representa os servidores do transporte urbano), das 29 garagens de empresas impedidas de abrir, 25 já foram liberadas. Representantes do sindicato negociavam com as empresas em assembléias realizadas na frente das empresas.
Os servidores exigem reajuste de 5,36% nos salários, mais 5% de aumento real, entre outras cláusulas, como um plano de cargos e salários para os trabalhadores da manutenção e cursos de formação pelo instituto resgate.
O sindicato diz, por meio de sua assessoria, que não quer afetar o transporte da população, "só mostrar os andamentos da campanha salarial e o motivo da paralisação".
A SPTrans (empresa que gerencia o transporte público em São Paulo) informou que vários pontos de ônibus da capital estão lotados e com o tempo de espera de ônibus acima da média.
A empresa informou que a frota de ônibus da cidade é de 15 mil ônibus e lotações e, durante o dia, 5,5 milhões utilizam o transporte público.
Como alternativa, a população pode utilizar o Metrô, os trens da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) e os ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que funcionam normalmente.
Leia mais
- Prefeitura vai avaliar sanções a empresas de ônibus devido à grave, diz Kassab
- Transportadores acionarão governo por perdas com greve
- Caminhoneiros de SP ameaçam fazer greve contra restrições
- Após paralisação, ônibus da Via Sul circulam normalmente em São Paulo
- Greve de motoristas de ônibus continua em São Paulo
Livraria
Especial

