Inquérito do caso Isabella chega a fórum; Promotoria deve se manifestar após feriado
da Folha Online
A Polícia Civil entregou na manhã desta quarta-feira no fórum de Santana (zona norte de São Paulo) o inquérito policial sobre a morte de Isabella Nardoni, 5. O relatório, que pede a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá --pai e madrasta da menina-- será analisado pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli.
O documento foi protocolado às 10h10, de acordo com o Tribunal de Justiça. O prazo legal prevê 15 dias para o promotor decidir se apresenta ou não a denúncia (acusação formal) contra o casal, indiciado pelo crime. A expectativa, no entanto, é de que ele se manifeste sobre o caso já na próxima semana.
O relatório polícia leva em conta laudos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico Legal) para sustentar o pedido de prisão preventiva de Alexandre e Anna Carolina.
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| Peritos seguram boneca do mesmo tamanho de Isabella durante reconstituição do crime, na zona norte de São Paulo |
Ambos foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio qualificado contra Isabella, com três agravantes --motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Inquérito
Durante os 30 dias da investigação feita pela Polícia Civil, 64 pessoas foram ouvidas. O inquérito tem seis volumes e soma cerca de mil páginas.
Caberá à Promotoria oferecer denúncia (acusar formalmente) contra o casal, e à Justiça decidir se abre ou não processo contra o pai e a madrasta de Isabella. Caso a denúncia seja aceita, a ação penal é iniciada --e Alexandre e Anna Jatobá passam a ser réus.
Após a conclusão do processo, os réus vão a julgamento. Em qualquer uma das fases do processo judicial, cabe recurso.
Crime
Isabella morreu na noite de 29 de março, quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. Ela foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo.
No último dia 18, Alexandre e Anna Carolina foram novamente ouvidos pela polícia e acabaram indiciados pela morte da menina. Ambos negam.
A reconstituição do crime ocorreu no último domingo (27), sem a presença do casal. Os laudos serão anexados ao inquérito.
Na segunda-feira (28), o promotor disse ter elementos de provas suficientes para justificar uma ação penal contra o pai e a madrasta de Isabella.
Os advogados Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins, que defendem o casal, disseram que só questionarão o trabalho produzido pela Polícia Civil durante a fase de instrução na Justiça.
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