Prefeitura vai avaliar sanções a empresas de ônibus devido à greve, diz Kassab
MARIANA SANT'ANNA
colaboração para a Folha Online
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), afirmou nesta quarta-feira que a prefeitura vai avaliar a possibilidade de aplicar sanções às empresas de ônibus cujos funcionários fizeram uma paralisação durante a madrugada. Os trabalhadores atrasaram a saída dos coletivos das garagens para exigir reajuste salarial.
"É evidente que a população foi prejudicada e isso é inconcebível. Nós definimos que o secretário Alexandre Moraes [Transportes] irá procurar pelas empresas e, examinando os contratos, ver a possibilidade de eventualmente serem aplicadas as sanções cabíveis, porque a população não pode estar sujeita a essas paralisações", afirmou o prefeito.
Segundo Kassab, a prefeitura vai avaliar a melhor maneira de chegar a um consenso para que essa paralisação não se repita. "As pessoas precisam trabalhar, dependem do transporte público. É responsabilidade das empresas, contratualmente, colocar os veículos na rua", disse.
Paralisação
O sindicato dos motoristas começou a liberar a partir das 5h as garagens das empresas de ônibus, após uma paralisação de duas horas.
Os trabalhadores exigem reajuste de 5,36% nos salários, mais 5% de aumento real, entre outras cláusulas, como um plano de cargos e salários para os trabalhadores da manutenção e cursos de formação pelo instituto resgate.
O sindicato disse, por meio de sua assessoria, que não queria afetar o transporte da população, "só mostrar os andamentos da campanha salarial e o motivo da paralisação".
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