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Cotidiano
30/04/2008 - 14h18

Inquérito do caso Isabella pede prisão preventiva de casal; Promotoria analisa relatório

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CLAYTON FREITAS
da Folha Online

O inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni,5, protocolado nesta quarta-feira no fórum de Santana, cita o pedido de prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá , respectivamente pai e madrasta da menina.

27.abr.08/Folha Imagem
Peritos seguram boneca do mesmo tamanho de Isabella durante reconstituição do crime, na zona norte de São Paulo
Peritos seguram boneca do mesmo tamanho de Isabella durante reconstituição do crime, na zona norte de São Paulo

O inquérito com o pedido de prisão preventiva deve ser analisado pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. O promotor irá passar o feriado prolongado do 1º de Maio (Dia do Trabalho) para analisar os documentos.

O documento é composto por cerca de mil páginas distribuídas em seis volumes e foi protocolado às 10h10 de hoje, de acordo com o Tribunal de Justiça. O prazo legal prevê 15 dias para o promotor decidir se apresenta ou não a denúncia (acusação formal) contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, indiciados pelo crime. Cembranelli, entretanto, afirmou já ter elementos suficientes para propor uma ação penal e que deverá se manifestar em breve, provavelmente até terça-feira (6) a respeito do caso.

Prisão

Um dos advogados do casal, Rogério Neres de Sousa, voltou a afirmar na manhã de hoje que seus clientes não têm a intenção de fugir. Questionado se Alexandre e Anna irão se apresentar caso seja determinada a prisão preventiva, ele foi lacônico. "Sim. E vamos recorrer", afirmou. Ele não quis dar mais detalhes justificando que na tarde de hoje uma entrevista à imprensa está marcada para tratar de todos os assuntos relacionados aos clientes.

O pedido de prisão preventiva é assinado pelos delegados do 9º DP (Carandiru), Calixto Calil Filho e sua assistente,Renata Helena Pontes que ao longo dos 30 dias se dedicaram exclusivamente ao caso.

A reportagem apurou que são dois os elementos que sustentam o pedido: o real temor de uma eventual fuga do casal e a convicção dos investigadores de que a cena do crime sofreu alterações de forma intencional.

Crime

Isabella morreu na noite de 29 de março, quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. Ela foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo.

No último dia 18, Alexandre e Anna Carolina foram novamente ouvidos pela polícia e acabaram indiciados pela morte da menina. Ambos negam.

A reconstituição do crime ocorreu no último domingo (27), sem a presença do casal. Os laudos serão anexados ao inquérito.

Na segunda-feira (28), o promotor disse ter elementos de provas suficientes para justificar uma ação penal contra o pai e a madrasta de Isabella.

 

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