Militante gay, professor da Uece é morto a facadas
KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza
O professor da Uece (Universidade Estadual do Ceará) e militante gay Luís Palhano Loiola, 40, foi encontrado morto com perfurações de faca em sua casa, em Crateús (354 km de Fortaleza), anteontem.
Para a Polícia Civil, a hipótese mais forte é a de latrocínio, pois bens foram levados. Para entidades do movimento gay, o crime foi um ato de homofobia. Loiola era professor-adjunto e vice-diretor da Faculdade de Educação de Crateús, vinculada à Uece. Também era ativista do movimento gay e estudioso de temas como homofobia e educação sexual.
Até a tarde de ontem, a polícia não tinha suspeitos. Uma vizinha disse que o professor possivelmente tenha recebido pessoas conhecidas na madrugada de quinta-feira.
A ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) enviou ontem ofício à Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, pedindo a investigação do crime.
Leia mais
- Conferência Nacional GLBT é lançada nesta terça em Brasília
- Secretaria de Direitos Humanos reconhece alto índice de violência contra homossexuais
- Após críticas, Obama concede entrevista a publicação gay
- Biografia afirma que Clark Gable era garoto de programa
- GLBTT poderão usar nomes sociais em prontuários do SUS
- Livro mostra como a violência urbana no Brasil afeta seu dia-a-dia e aponta soluções
Livraria
- Livro desvenda meandros do sexo para "homens e mulheres de todos os sexos"
- Livro trata dos conflitos, sentimentos, mitos e tabus envolvendo relacionamento entre meninas
Livraria
Especial


